Em SP, psicoterapia e orientação via e-mail

Jovens e adultos viciados em internet são acompanhados desde 2006 por uma equipe de médicos e psicólogos no Hospital das Clínicas de São Paulo. O serviço, coordenado pelo Instituto de Psiquiatria da USP, já atendeu cerca de 200 pessoas, entre pacientes e familiares. As inscrições para a primeira turma de 2010 estão abertas. São oferecidas 15 vagas por semestre.

Carlos Lordelo, O Estadao de S.Paulo

14 de fevereiro de 2010 | 00h00

O tratamento combina sessões de psicoterapia em grupo com acompanhamento psiquiátrico, nos casos mais graves e que escondem doenças como depressão e transtorno bipolar. "Aceitamos pacientes que preencham pelo menos cinco dos oito critérios que nos indicam o grau de dependência", diz o coordenador da equipe, o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu. Segundo ele, o objetivo é recuperar o uso saudável da internet, pois a maioria das atividades envolve estar conectado à rede. "É diferente de cuidar viciados em drogas ou jogos, que precisam abandonar o hábito."

No site www.dependenciadeinternet.com.br, mantido pela equipe, o internauta pode responder a um teste que indica o nível de dependência. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 0xx11 3069-6975.

INTERNET

A PUC-SP criou em 1998 um serviço de orientação psicológica via e-mail que ajuda viciados em internet de todo o País. A equipe do Núcleo de Pesquisas em Psicologia da Informática troca até oito mensagens com o internauta. "Essa forma de contato parece funcionar melhor com esse grupo", afirma a coordenadora Rosa Maria Farah.

"Queremos promover uma reflexão sobre o problema e, se preciso, aconselhamos quem nos procura a buscar um tratamento psicoterapêutico", diz. O e-mail do grupo é nppi@pucsp.br.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.