Entidade denuncia 'situação caótica' da aviação civil

O presidente da Associação de Pilotos e Proprietários de Aeronaves, George William Sucupira, classificou hoje como "caótica" a situação da aviação civil brasileira. Para Sucupira, não há uma política para o setor, mesmo depois da criação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). "É preciso que se tome atitude hoje", afirmou o presidente da associação, que participa de audiência pública na Subcomissão Temporária sobre Aviação Civil, na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

RICARDO BRITO, Agência Estado

12 de março de 2012 | 20h12

Sucupira ressalvou que a Anac está até conseguindo fazer as coisas, mas tem esbarrado na dificuldade da fuga dos profissionais para a iniciativa privada. "Tudo isso se deve a quê: falta de política para a aviação civil", criticou. Segundo ele, os acidentes só não ocorrem porque os servidores públicos que trabalham com o setor aéreo são preocupados e responsáveis.

Ao se referir ao recente leilão dos aeroportos de Brasília, Viracopos e Guarulhos, o presidente da associação disse que o atual governo "nunca foi a favor de privatização nenhuma". "Para chegar a privatizar, é porque não sabia o que fazer. Estão privatizando porque não tem mais jeito", afirmou. O diretor de Aeronavegabilidade da Anac, Cláudio Passos Simão, afirmou que é um "desafio" fazer uma política para o setor. "É um desafio para todos nós", respondeu, quando perguntado pelo presidente da subcomissão, senador Vicentinho Alves (PR-TO).

Na sua exposição inicial, Passos Simão havia dito nos últimos anos que o sistema de aviação civil tem passado por um "crescimento fenomenal". E que a agência, ao mesmo tempo, recebeu desde a criação 1,3 mil servidores por concurso público, embora tenha perdido 170 para outros órgãos. Passos Simão informou durante a audiência que a agência fiscalizará os trabalhos nos aeroportos leiloados pelo governo.

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