Estudo da peste revela proteínas ligadas à infecção

Recriando as condições de crescimento da doença nos organismos de pulgas e mamíferos, cientistas do Laboratório Nacional Pacific Northwest (EUA) descobriram 176 proteínas e prováveis proteínas da bactéria causadora da peste, Yersinia pestis, cuja quantidade varia com a virulência da doença.A equipe, chefiada pelos pesquisadores Mary Lipton e Kim Hixson, identificou as proteínas como "marcadores únicos, relacionados especificamente às condições de crescimento", de acordo com artigo publicado no periódico Journal of Proteome Research. Marcadores associados à progressão da doença poderão ser usados para a detecção do mal em programas de saúde pública e na defesa contra ataques biológicos, e podem levar a novos remédios ou vacinas.A Yersinia pestis é a bactéria responsável pelas pragas de peste negra. Pulgas são vetores da doença, e podem disseminá-la entre ratos e humanos. Este estudo imitou as condições ambientais que a bactéria encontra no corpo das pulgas e de mamíferos."Proteoma" é um levantamento das proteínas de uma célula. A equipe do laboratório americano compararam a abundância de 992 proteínas em quatro diferentes condições de crescimento da bactéria, a 26º C e 37º C, e na presença e ausência de cálcio.

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