Grã-Bretanha pagará à francesa Veolia para destruir arsenal químico sírio

O governo britânico afirmou nesta quinta-feira que pagará para a francesa Veolia Environnement incinerar 150 toneladas de precursores de gases venenosos sírios no norte da Inglaterra, o primeiro negócio com uma empresa privada para ajudar a eliminar o programa de armas químicas da Síria no Reino Unido.

BENJAMIN MALLET E ANDREW OSBORN, Reuters

16 de janeiro de 2014 | 20h09

Diante da ameaça de ataques aéreos dos Estados Unidos, o governo de Bashar al-Assad prometeu desmantelar o seu arsenal químico, dizendo à Organização para Proibição de Armas Químicas (Opaq) que tinha 1.300 toneladas de tais armas.

Potências internacionais tiveram dificuldade para encontrar países dispostos a destruir os produtos químicos. Os mais tóxicos serão os primeiros a serem processados ??a bordo de um navio dos EUA. Precursores químicos menos perigosos devem ser destruídos comercialmente em instalações industriais.

Em dezembro, a Grã-Bretanha concordou em destruir parte do arsenal de armas químicas da Síria e a escoltar navios escandinavos que transportam a carga tóxica.

Os produtos químicos de grau industrial, que são do tipo daqueles usados rotineiramente na indústria farmacêutica, serão processados ??na fábrica da Veolia que faz incineração em alta temperatura em Ellesmere Port, perto de Liverpool, na costa oeste do norte da Inglaterra.

"Foi acordado que a Veolia vai facilitar a destruição deste material sob um contrato existente com o Ministério da Defesa", disse um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha.

A vice-presidente-executiva da Veolia para o Reino Unido e norte da Europa, Estelle Brachlianoff, confirmou que sua empresa assumirá a operação.

"Vamos continuar a trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Defesa e as autoridades competentes do Reino Unido para garantir a destruição segura desses produtos químicos", disse ela em comunicado.

Nenhuma das partes revelou o valor do contrato.

(Reportagem de Benjamin Mallet e Andrew Osborn)

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