Haddad defende taxa de lixo instituída por Marta

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), admitiu nesta quinta-feira, em evento com outros 20 administradores municipais na capital paulista, que a taxa do lixo, instituída na cidade pela gestão da correligionária de partido Marta Suplicy, foi o maior acerto ambiental da ex-prefeita. Ele ponderou, no entanto, que não há clima para retomar o projeto porque o debate, à época, foi partidarizado. "A partidarização levou à extinção (da taxa do lixo), e quando isso acontece, é muito difícil retomar o debate", disse o prefeito, durante debate promovido pela revista Exame.

DAIENE CARDOSO E RICARDO CARVALHO, Agência Estado

11 de abril de 2013 | 17h37

Haddad respondia a pergunta sobre política de resíduos sólidos, feita pelo coordenador da Rede Nossa São Paulo Oded Grajew, que apontou a medida da gestão Marta como "o maior acerto político" de seu governo.

Segundo o prefeito, houve "oportunismo e falta de racionalidade na discussão" e que, na época, a então prefeita Marta Suplicy pretendia fazer a cobrança por volume produzido. O que seria, em sua opinião, o modelo mais adequado de cobrança. "Teria sido uma outra história se a discussão tivesse sido feita com maturidade", disse.

O prefeito reclamou que São Paulo é a única capital no País que não faz esse tipo de cobrança e que, embora a prefeitura esteja negociando com as concessionárias um novo contrato, não há planos para a retomada da medida.

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