Iliad ainda busca acordo para comprar T-Mobile US

A operadora francesa de baixo custo Iliad poderá melhorar sua oferta de 15 bilhões de dólares pela T-Mobile US, mas estabeleceu limites específicos de quanto dinheiro levantará para o acordo.

REUTERS

01 Setembro 2014 | 14h59

O diretor financeiro da Iliad, Thomas Reynaud, disse nesta segunda-feira que as conversas continuavam com empresas de private equity e companhias interessadas em se unir à proposta de compra da unidade de celular norte-americana detida pelo grupo alemão Deutsche Telekom.

"A oferta que fizemos ainda é pertinente, mas pode evoluir, não especificamente em termos de avaliação, mas em percentual do capital (que a Iliad pretende comprar)", disse Reynaud em coletiva de imprensa após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.

"Para garantir que essas discussões cheguem a um acordo, não podemos dizer mais sobre isso."

A Deutsche Telekom rejeitou a oferta da Iliad de 33 dólares por ações por 56,6 por cento da T-Mobile US, ao considerar o preço muito baixo em agosto, mas deixou a porta aberta para uma eventual saída dos Estados Unidos.

A companhia alemã, que tem cerca de um terço de suas vendas e um quinto do lucro nos EUA, tentou vender a T-Mobile duas vezes desde 2011, por considerar que seu negócio é muito pequeno para competir com líderes como Verizon e AT&T.

A Deutsche Telekom gastou cerca de um ano negociando com a terceira maior operadora norte-americana, a Sprint sobre uma potencial venda, mas as conversas foram interrompidas em agosto por conta de preocupações de que os reguladores norte-americanos poderiam barrar o acordo.

Reynaud disse que a Iliad limitaria quaisquer aumentos de capital para financiar a oferta pela T-Mobile em 2 bilhões de euros. Ele também declarou que o índice de alavancagem da Iliad não ultrapassaria 4,5 vezes na relação dívida líquida sobre Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

(Por Leila Abboud e Gwénaëlle Barzic)

Mais conteúdo sobre:
TELECOMILIADTMOBILEUS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.