Imóveis vizinhos da Renascer seguem interditados

Moradores devem voltar para as oito casas interditadas apenas na semana que vem

Felipe Grandin, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2009 | 09h04

Os vizinhos da Igreja Renascer em Cristo, no Cambuci, devem voltar pra casa só na semana que vem. A Defesa Civil Municipal liberou na quinta-feira os imóveis interditados para serem vistoriados pela Subprefeitura da Sé, mas o pedido será feito só nesta sexta-feira, 6, pelos moradores. O órgão fechou oito casas após o desabamento do teto do templo, no dia 18, que matou nove pessoas e deixou pelo menos 120 feridos.   Veja também:  Forro da Igreja Universal desaba em Campinas  Galeria de fotos: imagens do local e do resgate às vítimas  Todas as notícias sobre o desabamento na Igreja Renascer        Os donos dos imóveis precisam entrar com pedido de desinterdição na Subprefeitura da Sé e aguardar vistoria de um engenheiro. A previsão é que a análise seja feita na segunda-feira. Além do pedido, é necessário um atestado da empresa Diez Demolidora, confirmando o fim dos trabalhos de demolição, mas o documento não havia sido entregue à Subprefeitura até quinta à noite.   Os moradores têm esperança que a vistoria seja realizada ainda nesta sexta. "Vamos ver a disponibilidade de o engenheiro ver todas as casas amanhã (hoje) mesmo", afirmou o representante comercial Marassoré Morégola. Segundo ele, só depois da liberação será possível avaliar os prejuízos com o acidente e o valor das indenizações.   Na quinta à tarde, os vizinhos se reuniram com advogados da Renascer no Ministério Público, em encontro mediado pela promotora Mabel Tucunduva. Durante a reunião, ficou acertado que os representantes da Igreja os ajudariam no processo de desinterdição das casas e atenderiam melhor os desalojados.   Os donos dos imóveis interditados afirmaram que não estavam sendo recebidos pela Renascer desde que mudaram de um hotel na Vila Mariana para um flat na Aclimação, zona sul da capital. Os custos são pagos pela Igreja, mas, segundo eles, foram cortadas as refeições e suspenso o serviço de lavanderia. Além disso, haveria poucas opções de transporte na região.   Universal   A Secretaria de Serviços Públicos de Campinas deu prazo de cinco dias para execução de reparos no prédio da Igreja Universal do Reino de Deus localizada na Avenida João Jorge, uma das principais vias de acesso a Campinas (a 95 quilômetros de São Paulo). Parte do acabamento de gesso do teto desabou na noite de quarta, durante culto.   O prédio tem capacidade para 4 mil pessoas, mas havia 200 fiéis no templo. Ninguém ficou ferido. O prazo dado pela secretaria vale também para a entrega de laudo técnico feito por engenheiros responsáveis pelo prédio. O templo foi parcialmente interditado na noite de quarta-feira.   A prefeitura informou, por meio de assessoria, que o não-cumprimento do prazo pode culminar na interdição total do prédio. Nenhum representante da Igreja Universal do Reino de Deus foi encontrado para comentar o caso.   (Com Tatiana Fávaro, de O Estado de S.Paulo)

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