Índios que mais sofrem violência ficam no MS, diz Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulga amanhã em Brasília o relatório anual sobre violências contra povos indígenas. Dados parciais revelados ontem apontam que, assim como no ano anterior, as maiores vítimas da violência em 2008 foram os índios guaranis-caiuás, em Mato Grosso do Sul. Do total de 60 assassinatos registrados no País, 42 ocorreram no meio daquele povo.

AE, Agencia Estado

05 de maio de 2009 | 08h03

Também aconteceram ali todos os 34 casos de suicídios assinalados no Brasil. No conjunto, seriam 76 mortes violentas entre os guaranis-caiuás. O relatório do Cimi, vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), aponta, além de mortes violentas, casos de conflitos territoriais, ameaças ambientais em terras indígenas, perseguições e falhas na ação do poder público. Neste capítulo, o principal destaque é a omissão na área de assistência à saúde.

O Cimi relacionou 68 mortes decorrentes da falta de assistência. Mais da metade delas (37) era de casos de menores de 5 anos. Em todos os Estados, segundo o relatório, os índios reclamam de falta de médicos nas aldeias e nos postos de saúde, falta de medicamentos e transporte para doentes. Embora alto, o número de assassinatos no País diminuiu consideravelmente em relação a 2007, quando foram registrados 92 casos. Mesmo na área dos guaranis-caiuás, o número diminuiu, passando de 53 para 42. Os suicídios, porém, aumentaram de 28 para 34. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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