Kassab troca leite distribuído na escola e pais reclamam

A Prefeitura de São Paulo parou de distribuir Leite Ninho para 900 mil alunos da rede municipal de ensino. A distribuição do "leite amarelinho" foi uma das promessas da campanha à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (sem partido). Mães reclamam que o leite enviado desde março pelo governo, o Nutrice, produzido pela Tangará Foods, é "ralo" e não tem a mesma qualidade nutricional do produto anterior. A fabricante nega, diz que os pais podem estar errando no preparo do leite e vai distribuir cartilha com orientações a beneficiários.

AE, Agência Estado

14 Junho 2011 | 09h56

Ao oferecer o preço do quilo do leite por R$ 9,39, a Tangará Foods venceu a licitação do Programa Leve Leite. A Nestlé era a outra empresa na disputa, mas seu valor oferecido foi de R$ 11 por quilo. Por lei, o governo municipal tinha de abrir a concorrência. A Secretaria Municipal de Educação também argumenta que o novo leite atende às especificações nutricionais exigidas no edital do programa, assim como a fabricante, que informou que seus produtos são credenciados pelo Ministério de Agricultura e Pecuária e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mas mães da zona sul que foram na semana passada à Câmara Municipal reclamar da troca lembraram que a distribuição do "leite amarelinho" foi, durante o segundo semestre de 2008, uma das principais promessas do então candidato Kassab (sem partido). O Tribunal Regional Eleitoral chegou até a vetar uso da marca do leite no programa de Kassab durante o horário eleitoral. O leite é distribuído gratuitamente para todos os alunos da rede municipal. Cada mãe de aluno recebe 2 quilos por mês do leite, desde que o filho tenha frequentado no mínimo 90% dos dis letivos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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