Mangabeira defende crescimento sustentável na Amazônia

Ao apresentar o plano para a região ao lado do governador de MT, ministro evita comentar farpas de Minc

NELSON FRANCISCO, Agencia Estado

20 de maio de 2008 | 16h50

O ministro extraordinário do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), Roberto Mangabeira Unger, defendeu hoje em Cuiabá (MT) o crescimento econômico com sustentabilidade ambiental na Amazônia. Em reunião com o governador Blairo Maggi (PR) e secretários estaduais, Mangabeira apresentou o Plano Amazônia Sustentável (PAS) e evitou comentar as trocas de farpas entre Maggi e o futuro ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Para Mangabeira, a Amazônia não é uma ''coleção de árvores, mas um grupo de pessoas'', que precisa ter ações de desenvolvimento bem planejadas. "Nela vivem mais de 25 milhões de brasileiros. Se essas pessoas não tiverem oportunidades econômicas, serão impelidas a uma atividade econômica desordenada, que levará ao desmatamento", disse.       Veja também: Minc deve propor mudanças nos licenciamentos ambientais Viana diz que pode ser 'barbeiragem' Mangabeira dirigir PAS Antes de Minc, governo já estudava Exército na Amazônia Minc defende Forças Armadas em parques e reservas da Amazônia Especial: Amazônia - Grandes reportagens   Mangabeira explicou que a execução do PAS será possível com o cumprimento de ao menos cinco metas: regularização fundiária, alternativas econômicas, modelo sustentável de agricultura e pecuária, implantação de indústrias e qualificação de mão-de-obra. "Toda a Nação anseia por uma reconciliação entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental na Amazônia", comentou. O ministro também comentou o interesse do governo na atuação das Forças Armadas na região. "Não temos nenhuma intenção de militarizar a Amazônia, mas queremos contar com a ajuda das Forças Armadas, que exercem um grande número de funções civis e estão intimamente comprometidas com a vida e com os problemas da população da região", disse.     Em Mato Grosso, o ministrou apresentou o esboço de proposta para desenvolvimento da região amazônica. No texto para discussão, Unger defendeu que a região seja tratada como prioridade. "Estamos conscientes da necessidade de incentivos à instalação das indústrias florestais e de incentivos para a agregação de valor nas indústrias agropecuárias e minerais", disse ele.

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