Marina e aliados querem definir na 5a posicionamento comum da coligação sobre 2o turno

A coligação encabeçada por Marina Silva e pelo PSB se reúne na quinta-feira para definir um posicionamento comum sobre o segundo turno da eleição presidencial deste ano, que será disputado entre Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

REUTERS

07 de outubro de 2014 | 17h08

"Os partidos da coligação promoverão até amanhã, dia 8 de outubro, reuniões de suas instâncias deliberativas para definirem os pontos que consideram relevantes para a formulação de posicionamento conjunto das legendas aliadas", segundo comunicado da coligação nesta terça-feira."Na quinta-feira, dia 9, Marina Silva e as demais lideranças dos partidos aliados participarão de encontro para construir um posicionamento comum da coligação sobre a continuidade da disputa pela Presidência da República."

Marina ficou em terceiro lugar no primeiro turno, tendo obtido 22,2 milhões de votos válidos, atrás de Dilma (43,3 milhões) e Aécio Neves (com 34,9 milhões).

Na segunda-feira, o PSB já havia anunciado que sua Executiva Nacional se reuniria na quarta-feira para discutir o posicionamento da legenda na nova fase da disputa.

Segundo a nota desta terça, Marina participará das discussões dentro da Rede Sustentabilidade, partido que pretende criar, para que seu grupo político leve para a reunião de quinta um posicionamento.

Além do PSB, também compõem a coligação PPS, PPL, PHS, PRP e PSL.

Apesar de os partidos da coligação terem reuniões agendadas para definir o posicionamento no segundo turno, algumas figuras próximas a Marina, como o deputado federal Alfredo Sirkis (PSB-RJ) e o economista Eduardo Giannetti, e ligadas ao PSB, como Antônio Campos, irmão do ex-presidenciável do PSB Eduardo Campos, já manifestaram apoio a Aécio.

Além disso, uma fonte ligada ao PSB em Pernambuco disse que o diretório do partido no Estado, que tem tido peso importante nas decisões do partido após a morte de Campos em um acidente aéreo em agosto, tem "sinalizado" uma posição favorável ao apoio a Aécio.

Segundo a nota da coligação liderada pelo PSB, "as opiniões individuais de cada partido, dirigentes e lideranças políticas das agremiações neste momento de construção devem ser respeitadas, mas não refletem em nenhuma hipótese a opinião da ex-candidata".

No domingo, após o anúncio do resultado do primeiro turno, Marina deu declarações que foram interpretadas como sinais de que a candidata do PSB apoiará Aécio.

O tema, no entanto, tem sido tratado com cautela pela campanha tucana, que teme que Marina sinta-se pressionada para apoiar o Aécio e acabe optando pela neutralidade.

Na avaliação de analistas ouvidos pela Reuters, um apoio de Marina a Dilma é improvável, já que a petista usou artilharia pesada contra a ex-ministra e ambientalista ao longo do primeiro turno da disputa.

(Reportagem de Eduardo Simões e Maria Carolina Marcello)

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