Médico deixa placenta no útero de jovem

A família da estudante Camila Figueiredo Pereira, de 16 anos, vai processar a prefeitura do Rio por erro médico e negligência. A jovem deu à luz um menino no último dia 16, mas o obstetra que fez o parto não percebeu que a placenta ainda estava em seu útero. A estudante sofreu grave infecção e está internada no Hospital Geral de Bonsucesso, uma unidade federal. A secretaria informou que vai abrir sindicância para apurar o episódio.

Clarissa Thomé,

29 Abril 2011 | 01h40

"Achei que fosse perder minha filha. Quero que o médico e a prefeitura sejam punidos para que isso não se repita", afirmou Fernanda Maria Xavier Figueiredo, mãe de Camila.

A jovem teve Bernardo de parto normal, na Maternidade Municipal Herculano Pinheiro, em Madureira. Recebeu alta dois dias depois. Em 21 de abril, começou a ter febre alta, dor de cabeça e a sentir contrações. "Voltei com ela para a Herculano Pinheiro. A plantonista disse que só haveria ultrassonografia na segunda-feira e que poderia interná-la. O problema é que não havia vaga e minha filha teria de esperar numa cadeira", contou Fernanda.

Como Fernanda não concordou, a médica fez, então, um encaminhamento para o Hospital Geral de Bonsucesso. Lá, a ultrassonografia revelou a presença de vestígios de placenta no útero. Camila foi para o centro cirúrgico, mas os médicos não conseguiram completar a curetagem. "Pensei que eu ia morrer", disse Camila, por telefone.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que abriu sindicância para apurar o caso. "Os fatos relatados não estão de acordo com as normas da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil, que conta com Central de Regulação de Leitos e de Remoções".

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