Moody's revisa Brasil para possível melhora de rating

A agência de classificação de risco Moody's colocou em revisão para possível elevação as notas atribuídas ao Brasil, citando a "confirmação de uma maior resistência da economia a choques".

REUTERS

06 Julho 2009 | 17h28

"Como resultado de uma série de eventos negativos no cenário internacional, o Brasil passou pelo equivalente a um severo teste de estresse de grandes proporções ao longo dos últimos meses", apontou nesta segunda-feira Mauro Leos, diretor de risco soberano da Moody's para América Latina.

"A crise revelou as forças estruturais que o Brasil construiu ao longo da última década e que, até recentemente, não haviam sido testadas."

A agência também avaliou que as respostas do governo à crise, até o momento, tem sido efetivas em conter o impacto da turbulência externa sobre o Brasil.

"Ainda que a economia apresente crescimento negativo do PIB e uma expectativa de deterioração das contas fiscais em relação aos anos anteriores, o desempenho geral do Brasil excedeu as expectativas iniciais comparado ao de outros países, incluindo alguns com ratings mais elevados", acrescentou.

O rating da dívida soberana em moeda estrangeira do país é atualmente classificada pela Moody's em "Ba1", último degrau antes da faixa de grau de investimento.

Os tetos soberanos do Brasil em moeda estrangeira, de "Baa3" para dívida e "Ba2" para depósitos bancários, também foram colocados em revisão para possível melhora.

Na classificação das agências Standard & Poor's e Fitch, o país já é grau de investimento com a nota "BBB-".

A revisão vai avaliar as perspectivas de crédito do país no médio prazo, com ênfase nos aspectos fiscais e nas condições para um crescimento sustentável nos próximos anos.

"A revisão também avaliará a habilidade e o compromisso das autoridades em implementar as iniciativas necessárias para conter déficits fiscais e seguir reduzindo os indicadores de dívida nos próximos anos," informou Leos.

"Do ponto de vista de crédito soberano, isso será particularmente importante uma vez que os indicadores de dívida do governo brasileiro continuam a superar aqueles apresentados pelos países classificados com rating 'Baa'."

(Por Daniela Machado)

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