MP deve recorrer contra liberação de médica no PR

O Ministério Público do Paraná deve recorrer nos próximos dias da decisão do juiz Daniel Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal de Júri, que decidiu pela liberação da médica e ex-chefe da UTI Geral do Hospital Evangélico, em Curitiba, Virgínia Soares de Souza, 56, na tarde de quarta-feira (20). O MP teve a confirmação da decisão da Justiça na tarde desta quinta-feira (21) e terá cinco dias para tentar reverter a situação.

JULIO CESAR LIMA, Agência Estado

21 de março de 2013 | 19h40

Virgínia ficou presa desde o dia 19 de fevereiro, no Centro de Triagem, acusada de duplo homicídio qualificado e formação de quadrilha. Além dela, outras quatro, de mais sete pessoas indiciadas, também estiveram presas, mas já estão soltas. O grupo é suspeito de antecipar sete mortes de pacientes da UTI entre 2006 e fevereiro deste ano.

O advogado de defesa da médica, Elias Mattar Assad, disse que, ao tentar mudar a decisão da Justiça, o MP tenta um "habeas corpus" ao contrário. "O MP está pensando uma espécie de habeas corpus às avessas, invertendo uma situação, isso não existe", disse. Segundo ele, o despacho do juiz Avelar tem 14 páginas e está fundamentado. "Não foi uma decisão monossilábica, ele pondera ponto a ponto, onde esclarece sobre a necessidade ou não de mantê-la presa", falou. Assad também questionou a postura do MP em relação à sua cliente. "Se há mais envolvidos, por que o Ministério Público também não pensou em recorrer quando as outras pessoas foram soltas?"

Além da médica Virgínia, o MP também denunciou por homicídio qualificado e formação de quadrilha os médicos Edison Anselmo da Silva Júnior, Maria Israela Cortez Boccato e Anderson de Freitas; e as enfermeiras Patrícia Cristina de Goveia Ribeiro e Laís da Rosa Groff. A fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo e o enfermeiro Claudinei Machado Nunes não foram presos, mas estão indiciados por formação de quadrilha.

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