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Pesquisa comprova potencial do lulo

Frutífera exótica tem baixo custo de produção, e produtividade chega a 15 quilos/planta

Niza Souza, O Estado de S.Paulo

01 Julho 2009 | 03h21

Depois de quatro anos de estudos, o pesquisador Arnaldo Moschetto, da Estação Experimental Santa Luzia, em Guareí (SP), acaba de comprovar o potencial comercial de mais uma frutífera exótica, o lulo (Solanum quitoense), planta originária da Amazônia Ocidental. "Assim como a laranja é comum aqui em São Paulo, no Peru toda casa tem um pé de lulo", compara o pesquisador.

O lulo é uma solanácea, da família do tomate, mas o fruto é muito parecido com o do maná-cubiu. É uma planta rústica, com caule e galhos firmes, o que dispensa uso de espaldeira. As folhas e o caule têm espinho e o fruto é revestido com cerdas, como o kiwi, como se fosse uma proteção.

Moschetto conta que recebeu algumas sementes da frutífera e resolveu pesquisar. "Plantei aqui em São Paulo, reproduzi, estudei as pragas e escrevi um manual com dicas de cultivo", diz.

PRODUÇÃO CONTÍNUA

Segundo ele, pode-se plantar o lulo em qualquer época do ano e a planta começa a produzir a partir do oitavo mês. "A partir daí, produz durante um ano inteiro, consecutivamente. Mas na época da primavera e verão a produtividade é maior quando comparada com o outono/inverno", explica o pesquisador.

A planta chega a 1,8 metro de altura, mas não é perene, "é praticamente um arbusto". Por isso, depois desse período, ela morre e é preciso cultivá-la novamente. "Mas é fácil de cuidar e resistente a pragas. A produtividade é de 10 a 15 quilos por planta", afirma Moschetto. "É uma planta que tem grande potencial agrícola e comercial, para pequenos e médios agricultores. O mercado precisa ser explorado, mas já há demanda", garante.

Conforme cálculos do pesquisador, o custo de produção é em torno de R$ 12.500 por hectare, com plantio de 5 mil plantas, e o produtor pode comercializar o quilo por até R$ 20.

INFORMAÇÕES: Tel. (0--15) 3258-2023

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