PMs contêm protestos de ambulantes no Brás

A Polícia Militar teve de agir com maior rigor após vários grupos de ambulantes tentarem invadir as ruas do Brás, zona leste da capital paulista, e iniciarem outros protestos. O clima entre as duas partes voltou a esquentar no final da madrugada. Cerca de 45 minutos depois, já perfilados, policiais da Tropa de Choque acompanhavam os cerca de 250 manifestantes, que já haviam tomado a Rua Oriente e soltavam rojões ao mesmo tempo em que caminhavam pela via. A primeira bomba de efeito moral foi disparada contra os ambulantes às 5h30.

RICARDO VALOTA E PEDRO DA ROCHA, Agência Estado

27 de outubro de 2011 | 07h19

É a terceira madrugada seguida que os ambulantes que não têm autorização para montar a tradicional feirinha da madrugada na região estão reunidos e acompanhados de perto pela PM.

Desde à 1h45, os grupos de camelôs estão sendo dispersos pelos PMs na tentativa de se evitar protestos iguais aos ocorridos na segunda, 24, e na terça-feira, 25. Os ambulantes regularizados, que ocupam um bolsão criado pela Prefeitura, foram recepcionados, nesta madrugada, pelos "clandestinos" mais uma vez sob gritos e ameaças, o que obrigou os policiais a intervir e acabar com a aglomeração em frente ao pátio, cuja entrada principal fica na Rua Monsenhor Andrade.

Os protestos dos ambulantes começaram na madrugada de segunda-feira como reação ao endurecimento das operações da Polícia Militar no entorno do pátio do Pari, onde milhares de visitantes de outras cidades e Estados compram diariamente tecidos e outros produtos. PMs trabalham desde maio no local, combatendo o comércio irregular na chamada "Operação Delegada" e para isso recebem uma remuneração da Prefeitura.

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