Política de patentes limita combate à Aids, diz Temporão

Ministro afirma que governo continuará brigando por mudança na política para democratizar acesso

JACQUELINE FARID, Agencia Estado

01 de dezembro de 2007 | 19h20

A atual política mundial de patentes é hoje o principal entrave na luta contra a Aids no Brasil, segundo afirmou neste sábado, 1º, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão. "O acesso aos novos produtos é um grande desafio", disse após solenidade que marcou o Dia Mundial na Luta Contra a Aids no País, realizada aos pés do Cristo Redentor, no Rio. Veja também: ONU pede menos complacência em Dia Mundial Segundo o ministro, o governo brasileiro vai continuar brigando pela mudança na política mundial de patentes e "a democratização do acesso aos produtos". Ele citou como iniciativa marcante da luta do País o licenciamento compulsório do anti-retroviral Efavirenz, remédio usado no tratamento da Aids, em abril deste ano, determinado pelo presidente Lula com o objetivo de reduzir o custo do medicamento.  "Trabalhar com informação, educação, acesso a internações e exames, são coisas que a gente pode lidar aqui. Agora, se um novo produto é colocado no mercado, que pode revolucionar o tratamento da doença, é justo que os países tenham acesso a essa droga", disse. A solenidade no Cristo foi um ato ecumênico que contou com a participação de líderes religiosos e foi conduzida pelo cardeal-arcebispo do Rio, Dom Eugênio Scheid. Representantes de grupos ligados ao combate à Aids distribuíam camisinhas nas proximidades do evento.Temporão disse que o Ministério da Saúde prosseguirá com o incentivo ao uso de preservativos e o estímulo à utilização da camisinha é o destaque da campanha iniciada nesta semana, que tem como alvo, especialmente, os jovens.

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