População prisional é tratada com isonomia, diz MEC

Ao Estado, a assessoria do Inep, órgão responsável pelo Enem, afirmou que "os resultados desse grupo (presos) foram disponibilizados junto com os demais, em 14/01/2011".

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2011 | 00h00

Para viabilizar a inscrição de internos sem CPF, o Inep disse que "repassou orientações e senha própria aos responsáveis pedagógicos em cada unidade, que operacionalizavam a inscrição dos participantes sob custódia das instituições". "Mais tarde disponibilizou-se sistema de consulta exclusivo para as unidades correcionais e prisionais, para facilitar o acesso aos dados de sentenciados sem CPF."

Segundo o Inep, o índice de presença nos dias de prova ficou próximo de 70%. "A rotatividade é grande nas unidades correcionais e prisionais, e como as inscrições ocorrem cerca de quatro meses antes da prova, muitas vezes os inscritos já não estão mais vinculados às instituições no momento da aplicação", alegou o instituto.

O Inep afirmou que evita a aplicação nos finais de semana para que a prova não coincida com os dias de visita. Para o instituto, a população prisional é tratada com "isonomia em relação aos demais públicos" e a realização do exame nos presídios vem sendo "aperfeiçoada a cada ano".

Questionado sobre quantos presos se inscreveram no Sisu e no ProUni, o MEC disse que os processos ainda estavam em curso.

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