Prédio será escorado para resgate de material

O Prédio das Coleções do Instituto Butantã está condenado. O galpão de mil metros quadrados, atingido pelo incêndio no sábado, será demolido após a retirada do material científico que ainda puder ser recuperado. O fogo destruiu quase todo o acervo de cobras e aracnídeos do instituto, que tinha mais de 500 mil exemplares desses animais conservados em álcool.

Herton Escobar e Felipe Oda / JORNAL DA TARDE, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2010 | 00h00

Um empresa será contratada pelo instituto para escorar o prédio, de modo que os cientistas possam entrar no local com segurança para resgatar o que for possível das cinzas e escombros. "O prédio está interditado, condenado. Mas, em alguns locais, com escoramento, será possível fazer a retirada do material", disse o coordenador-geral da Defesa Civil, coronel Jair Paca de Lima, que esteve no local ontem, fazendo uma vistoria.

Dependendo da liberação da Polícia Científica, segundo ele, esse trabalho poderá ser iniciado ainda hoje ou, no máximo, amanhã. Ele destacou que o acesso dos pesquisadores só será permitido em caráter especial, por causa da importância científica do material.

"Estamos fazendo isso em nome do interesse científico", disse Paca. "É diferente. Não estamos trabalhando com uma estrutura normal. Se perdermos o que está aí dentro, não será possível recuperar nunca."

Vários espécimes importantes (chamado holótipos) foram resgatados anteontem, quando os bombeiros estiveram no prédio para apagar um novo foco de incêndio e permitiram a entrada de alguns cientistas. Mas alguns armários não foram vistoriados e podem ter material salvo.

A coleção inteira tinha 85 mil exemplares de cobras e 450 mil de aranhas e escorpiões, que eram usados para identificação de espécies e outros estudos ligados à biodiversidade.

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