Presidente do PT defende novo programa econômico para cenário pós impeachment

Em texto publicado nesta segunda na página oficial do partido, Rui Falcão fala em uma nova 'Carta ao Povo Brasileiro'

Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

11 Abril 2016 | 14h38

 

 

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, publicou um texto nesta segunda-feira, na página do PT, no qual defende a adoção de um novo programa econômico e social pelo governo caso a Câmara rejeite o pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

“Um novo programa econômico-social, com foco no emprego, na distribuição de renda, no investimento em infraestrutura, na melhoria dos serviços públicos e na reforma tributária — eis o que o nosso governo deveria apresentar ao País, logo após o pós-impeachment, ou seja, depois de vencermos o golpe em andamento no Congresso”, diz o presidente do PT.

Falcão fala em uma nova “Carta ao Povo Brasileiro” mas no sentido contrário à original. Se em 2002, quando Lula caminhava para ser eleito presidente e lançou a “Carta” como forma de romper a resistência de setores do mercado e do empresariado, o novo documento iria no sentido inverso, de reconectar o partido com suas bases populares.

“Já se fala na mídia de uma nova 'carta ao povo brasileiro', mas seria esta, se for o caso, com medidas a favor da maioria da população, a quem não cabe pagar por uma crise que não é dela”, diz Falcão.

O texto reforça a pressão para que Dilma dê uma guinada na economia caso sobreviva ao impeachment. Em fevereiro o PT lançou o documento “O futuro está na retomada das mudanças”, no qual pede o retorno à política econômica dos governos Lula. Nas últimas semanas, o próprio ex-presidente tem demonstrado publicamente descontentamento com os rumos da economia.

“Se alguém tem que estar incomodado com a Dilma, somos nós, que não gostamos do pacote de reformas (econômicas) que ela apresentou no fim do ano passado. Queremos ajudar a Dilma a mudar. Não queremos ajuste, corte, corte, corte, não somos tesoura, queremos crescimento”, disse Lula, na sexta-feira (8), em encontro com estudantes e profissionais da educação. 

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