Preso bando com dinamite para explodir caixa eletrônico

A Polícia Militar prendeu sete suspeitos de tentarem participar de explosões de caixas eletrônicos na cidade de Nazaré Paulista, região de Atibaia, no interior de São Paulo. O caso aconteceu por volta das 8h30 da manhã deste sábado, 6. Segundo os policiais, foram encontradas com a quadrilha duas bananas de dinamite que seriam utilizadas em ataques a agências bancárias.

FELIPE RESK, Estadão Conteúdo

06 Setembro 2014 | 16h29

Uma equipe da Polícia Militar de Nazaré Paulista realizava um patrulhamento no centro da cidade, quando suspeitou de dois veículos: uma perua Peugeot Boxer e um carro da marca chinesa JAC. Ambos tinham placa de Guarulhos, cidade da Grande São Paulo. Ao perceberem a aproximação dos policiais, os suspeitos não obedeceram à ordem de parada e tentaram fugir pela Rodovia Dom Pedro I, no sentido Campinas, afirma a PM.

Os suspeitos foram alcançados na divisa com a cidade de Bom Jesus dos Perdões, também no interior, na altura do km 60 da rodovia. Cerca de 15 viaturas foram acionadas na perseguição. Segundo o primeiro-tenente Leonardo Carili, comandante da operação, os suspeitos não ofereceram resistência à prisão. Entre eles, os policiais detiveram José Damião da Silva, de 22 anos, procurado pela Justiça por roubo de veículo. Todos foram encaminhados para a Delegacia de Bom Jesus dos Perdões.

De acordo com Carili, as duas dinamites foram encontradas na perua, que transportava seis dos sete suspeitos. O veículo teria sido utilizado em um roubo a uma carga de cigarro em janeiro deste ano, em Guarulhos. Já o outro carro havia sido roubado de uma mulher há duas semanas, também em Guarulhos, e a polícia acredita que era usado para fazer a cobertura da quadrilha. O carro foi entregue à vítima ainda nesta manhã. Por sua vez, o furgão está apreendido na delegacia.

Como nenhuma arma foi encontrada com os suspeitos, a polícia acredita que outros criminosos estariam envolvidos na tentativa de explodir caixas eletrônicos, mas conseguiram escapar. "Há indivíduos armados em todo furto desse tipo, para fazer contenção. Acreditamos que ou eles foram avisados pela quadrilha ou avistaram os policiais e acabaram fugindo sem levantar suspeita", diz Carili.

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