Público precisa de mais informação sobre problemas cardíacos

Doenças cardíacas são a principal acusa de morte no mundo, mas não existe um esforço suficiente para educar o público sobre como reduzir a vulnerabilidade à ameaça, disseram especialistas. "Doenças cardiovasculares simplesmente não estão na agenda da saúde pública", disse a presidente da Federação Mundial de Cardiologia, Janet Voute. "Precisamos mudar a cabeça das pessoas quanto à seriedade disso".Nos países em desenvolvimento são os jovens, freqüentemente na fase mais produtiva da vida, os mais atingidos pela doença do coração. Nos países desenvolvidos, os idosos são os mais vulneráveis. Em algumas nações, o preço dos remédios pode ser maior do que a renda mensal média das famílias. Em partes da China, pagar pelo tratamento de uma vítima de enfarte pode significar deixar de pagar o aluguel, diz o médico Dong Zhao, diretor do Instituto de Doenças Cardíacas, Pulmonares e Vasculares de Pequim.Mas especialistas acreditam que os problemas cardíacos - que só se tornaram um tema importante na saúde pública no século passado - podem ser derrotados. "A doença cardiovascular é uma doença criada pelo homem", disse o cardiologista canadense Salim Yusuf, afirmando que é preciso dar mais atenção a questões de dieta e exercício físico.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 18h15

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.