Secretário do Rio pede ao Exército leitos para dengue

Exército disse que não será possível atender ao pedido, pois vagas já estão em uso por militares com a doença

Fabiana Cimieri, Agencia Estado

17 Março 2008 | 20h14

O secretário estadual de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, reconheceu nesta segunda-feira, 17, que o Estado não está conseguindo atender à demanda por internações provocadas pela dengue e pediu que o Exército e o Ministério da Saúde disponibilizassem leitos dos hospitais militares e universitários. Os representantes da área médica do Exército disseram que não seria possível atender à solicitação do secretário Côrtes porque as vagas disponíveis estão sendo usadas por militares com a doença.   Uma nova reunião com representantes do Exército, do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual foi marcada para a segunda-feira, 24. Até lá, o Comando Militar do Leste irá estudar de que forma poderá ajudar no combate à dengue.   Os hospitais federais e universitários disponibilizaram 134 leitos para pacientes com a doença. São 85 em hospitais federais (Ipanema, Lagoa, Servidores do Estado, Andaraí, Bonsucesso e Cardoso Fontes) e 49 em hospitais universitários (Hospital Universitário Clementino Fraga Filho e Instituto de Pediatria Martagão Gesteira, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e Instituto Fernandes Figueira). "O que o Estado estiver precisando, nós iremos ajudar", disse o secretário nacional de Vigilância em Saúde, Gérson Penna, que representou o ministério na reunião.   "O Ministério da Saúde, junto com a Secretaria de Estado, não reuniu hoje (segunda-feira, 17) só as Forças Armadas. Reunimos hospitais universitários e federais para fortalecer a central de regulação de leitos para atender ao Rio de Janeiro como um todo e, assim, racionalizar trabalho, recursos humanos e financeiros", disse Penna.   Os hospitais da rede estadual já abriram 164 leitos para este fim. O secretário Sérgio Côrtes anunciou que, nesta quarta-feira, 19, serão abertos mais dez leitos de UTI pediatria no Pedro II só para pacientes com a doença.   " O objetivo principal da central de regulação é dar lógica às solicitações de vagas. Não tem cabimento um plantonista ligar para um colega de outro hospital e implorar por uma vaga. Nós temos a central de regulação de leitos para isso: o plantonista entra em contato com a central, informa o quadro clínico desse paciente e a central poderá informar onde há esse leito disponível. Uma vez tendo esse leito disponível, nós garantimos a transferência do paciente numa ambulância do Samu ou do Corpo de Bombeiros. Estamos garantindo não só a vaga, mas também a transferência", disse Côrtes.   O secretário também anunciou que o governador em exercício fará um decreto cancelando o ponto facultativo na saúde na quinta-feira no Estado do Rio de Janeiro. Até a quarta-feira, 12, quando foi divulgado o último balanço estadual, havia 33 mortes confirmadas no Estado e 23.294 casos de dengue.

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