Serra defende cautela da polícia no seqüestro de jovem

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), defendeu hoje, em entrevista à rádio CBN, a demora na ação da polícia no caso do jovem Lindembergue Alves, que mantém a ex-namorada Eloá, de 15 anos, refém em um apartamento da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), em Santo André, no ABC paulista. Para o governador, o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da Polícia Militar (PM), trabalha "com muito cuidado" para que ninguém saia ferido."O Grupo de Ações (Táticas) Especiais para isso é muito experiente. Este rapaz não tem antecedentes criminais. Parece realmente que a ação dele é resultado de um desequilíbrio psicológico sério, que levou a essa ação. E o Gate está trabalhando com muito cuidado, com muita delicadeza, porque tem que ter um sinal, no sentido de não ter ninguém ferido e de ter o problema resolvido. Está demorando exatamente porque está se evitando qualquer ação que envolva a possibilidade de ferimentos", afirmou Serra.O jovem, de 22 anos, mantém Eloá refém há mais de 72 horas. Ele estaria inconformado com o fim do relacionamento. Hoje, Nayara, amiga da refém e que foi liberada por Lindembergue na noite de terça-feira, retornou ao apartamento por volta das 9 horas a pedido do rapaz para negociar, segundo informações do comandante Félix, da Tropa de Choque da PM. Porém, já faz mais de sete horas que Nayara entrou e ainda não deixou o local. O comandante Felix afirmou que, durante negociações, Lindembergue disse que não vai matar ninguém e também não pretende se matar.

ÍTALO REIS, Agencia Estado

16 de outubro de 2008 | 20h21

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