Sistema deverá dobrar pontos de iluminação

O novo sistema de iluminação do câmpus Butantã, zona oeste de São Paulo, da USP prevê a instalação de novos 7 mil pontos. O número representa mais do que o dobro dos pontos existentes na área atualmente, que estão em 3,2 mil.

Felipe Frazão e Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo,

10 Maio 2012 | 03h01

É a primeira vez que a USP ganha um projeto específico e amplo de ampliação na rede de iluminação. A sensação de insegurança, segundo estudantes, está e permanece diretamente ligada ao breu completo nos bolsões de estacionamento, praças e bosques internos da universidade quando a noite cai.

O projeto começou a ser debatido há mais de um ano. Em maio de 2011, a USP lançou a licitação para o projeto executivo. Em julho, a empresa vencedora apresentou o plano geral de iluminação para o campus. A instalação de todo sistema era prometida ainda para 2012, mas, com o edital suspenso, não há mais previsão de entrega.

O sistema de luz da USP foi elaborado, segundo a universidade, contendo inovações tecnológicas e conceituais, privilegiando o uso da luz branca, utilização de luminárias de vapor metálico e lâmpadas LED - de melhor qualidade de distribuição da luminosidade e alta durabilidade.

Os materiais também são mais sustentáveis. Mesmo com o aumento no número de pontos de iluminação, estima-se que a tecnologia das instalações garantirá a redução de 10% a 15% no consumo total de eletricidade na Cidade Universitária.

Detalhamento. O câmpus possui área de mais de 4,1 milhões de metros quadrados e 1,3 milhão de metros quadrados de área verde livre. São mais de 60 quilômetros de vias e 14 mil vagas de estacionamento. Diariamente, o campus recebe cerca de 100 mil pessoas, entre alunos, professores, funcionários, e fluxo de 50 mil automóveis.

Pelo tamanho do câmpus e variedade de geográfica, houve a avaliação da quantidade necessária de iluminação para cada ponto. Vias, caminhos de pedestres, canteiros, rotatórias e estacionamentos devem receber um tipo de luminária diferente. O mesmo acontece, por exemplo, para lugares como a Praça do Relógio. Na ciclovia em volta da Raia Olímpica, os 218 pontos instalados contarão com dispositivo de energia solar.

A arquitetura dos prédios será valorizada por iluminação cenográfica. Um sistema de comunicação deverá permitir acompanhamento em tempo real quando uma lâmpada queimar.

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