Técnicas protegem cafezal

Baseado em previsões de geadas de serviços meteorológicos, cafeicultores podem adotar técnicas de proteção da lavoura. Em viveiros, a recomendação do Iapar é, na véspera da geada, cobrir as plantas com lona dupla, suspendendo-a para que não encoste nas mudas. Para manter o local aquecido, podem também ser espalhadas, a cada 1 metro, latas contendo mistura de óleo diesel com casca de madeira. Em plantios de café com até 6 meses de idade, a pesquisa recomenda, na iminência de geada, o enterrio puro e simples das plantas, que devem ficar cobertas por, no máximo, 20 dias. A orientação para mudas a céu aberto é enterrá-las por 10 dias. Para plantas de até 6 meses, a opção é cobri-las com densa camada de restos vegetais (palha de feijão, de arroz, casca de algodão ou capins), que atua como isolante térmico e eleva a temperatura em até 4 graus. Já em lavouras com mais de 6 meses e até 2 anos, a dica é colocar terra ao redor do tronco (amontoa) até a altura do primeiro par de ramos laterais, para proteger as gemas, já que não é possível enterrar a planta inteira. A técnica da amontoa é feita antes do início do inverno ou antes da primeira geada, e o produtor deve manter a terra junto ao tronco até o fim de agosto. Passado o risco de geadas, a terra é retirada manualmente.

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2008 | 01h59

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