Trabalho é ''maior ladrão'' de horas de sono, diz estudo

Pesquisa dos EUA mostra que quem trabalha mais tempo perde horas de sono.

BBC Brasil, BBC

02 de setembro de 2007 | 08h16

Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que a jornada de trabalho é o fator de maior impacto na quantidade de sono.Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Sleep, quanto mais uma pessoa trabalha, menos horas de sono ela terá.O tempo gasto no trânsito ou no transporte público foi descoberto como sendo o segundo maior "vilão", seguido das horas de lazer.Os pesquisadores analisaram 50 mil voluntários nos Estados Unidos, entre os anos de 2003 e 2005.Os cientistas verificaram que os voluntários que dormiam por mais de 11 horas trabalhavam uma média de 143 minutos a menos durante a semana que os dorminhocos "médios".Os que dormiam menos mostravam que passavam mais tempo estudando, fazendo tarefas domésticas ou saindo com os amigos.Segundo Mathias Basner, da Universidade da Pensilvânia, e um dos coordenadores da pesquisa, o grupo que menos dorme e mais trabalha é o que tem entre 45 e 54 anos de idade.O médico agora quer que mais estudos analisem o impacto desses resultados para a saúde.Especialistas em sono dizem que a pesquisa confirma as suspeitas de que o homem está perdendo suas horas de descanso."A tecnologia moderna não fez nada para aumentar nosso tempo livre, e o sono acaba sendo uma vítima em quantidade e qualidade", diz Jessica Alexander, da organização The Sleep Council."Um dia, o governo e a classe médica vai ter que dar ao sono a mesma prioridade que a alimentação balanceada e os exercícios têm nas mensagens de qualidade de vida e de saúde", afirmou.Segundo a especialista, adultos deveriam dormir entre sete e nove horas por dia.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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