Tunísia irá se rebelar se houver fraude eleitoral, diz candidato

As pessoas que tomaram as ruas para derrubar o presidente da Tunísia se manifestarão novamente se houver provas de fraude nas eleições deste final de semana, disse nesta quarta-feira o líder do partido islâmico que está à frente na corrida eleitoral.

CHRISTIAN LOWE E TAREK AMARA, REUTERS

19 Outubro 2011 | 12h27

A eleição será no domingo.

A Tunísia se tornou o berço da "Primavera Árabe" quando protestos obrigaram à renúncia do presidente Zine al-Abidine Ben Ali e agora, dez meses depois, seu caminho rumo à construção de democracia está sendo observado de perto pelo mundo árabe.

"Se houve falsificação flagrante dos resultados, juntaremos as forças da revolução, que começaram esta revolução, para proteger a vontade do povo", disse Rachid Ghannouchi, chefe do partido islâmico moderado Ennahda, em coletiva de imprensa.

"Ainda existe a possibilidade de falsificação, mas por enquanto os procedimentos têm sido razoáveis", afirmou.

A eleição de domingo será a primeira a ser realizada em qualquer um dos países envolvidos nas revoltas deste ano que transformaram o cenário político no Oriente Médio.

Ghannouchi, que retornou à Tunísia neste ano depois de passar 22 anos exilado na Grã-Bretanha, disse que essas forças já derrubaram Ben Ali e o governo temporário que o substituiu logo em seguida.

"Eles estão prontos para derrubar dez governos até que consigam um governo e um parlamento verdadeiramente eleitos", afirmou.

A eleição de domingo será uma votação para uma assembleia que irá supervisionar o governo, elaborar uma nova Constituição e agendar novas eleições.

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