UFRJ e Marinha criarão site para acompanhar ciclones

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) estão desenvolvendo em parceria com a Marinha um modelo inédito para aperfeiçoar o sistema de previsão e acompanhamento de ciclones no Brasil. O resultado será a criação de um site que poderá ser acessado pelo público, gratuitamente, daqui a um ano. Segundo o professor de meteorologia da UFRJ, Isimar de Azevedo Santos, o País está despreparado para prever fenômenos como o do furacão Catarina, que devastou parte do Estado de Santa Catarina, em 2004. "A Marinha foi alertada pelo centro de furacões de Miami. Nós estávamos vendo as imagens por satélite, mas não tínhamos mais o que fazer do que olhar sem acreditar no que estávamos vendo", lembrou Santos.Até hoje, especialistas em meteorologia tentam sem sucesso entender o que provocou o Catarina. No início, ele era um ciclone extratropical, como dezenas de outros que se formam na região sul do continente. Em algum momento, os ventos ganharam a intensidade e o ciclone começou a se deslocar para o oeste, em direção ao litoral, o que é incomum. De acordo com Santos, é bem pouco provável que o fenômeno tenha a ver com o aquecimento global. No entanto, uma das perspectivas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) é de que o aumento de temperatura no planeta irá provocar mais ciclones em regiões onde eles pouco acontecem.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.