Unasul chega a acordo sobre segurança; bases ficam fora

Chanceleres e ministro da Defesa dos países que compõem a Unasul chegaram a um acordo na sexta-feira sobre a segurança regional, mas deixaram pendente uma resolução para declarar o continente como zona livre de bases estrangeiras.

ALEXANDRA VALENCIA E SANTIAGO SILVA, REUTERS

28 de novembro de 2009 | 10h20

Os países da Unasul, depois de mais de nove horas de debate, assinaram uma declaração que inclui um compromisso para que os acordos de cooperação em defesa não sejam utilizados contra a soberania de outras nações e um a favor da transparência nos gastos militares.

O acordo parcial não resolve as preocupações sobre uma eventual ameaça que significaria o acordo militar firmado entre Bogotá e Washington para permitir a utilização de sete bases militares por parte de soldados norte-americanos em território colombiano.

"Chegamos a um conjunto de resoluções que é absolutamente benéfico para a região", disse o chanceler equatoriano, Fander Falconí, ao final da reunião.

Mas para a Venezuela, embora o acordo tenha sido um passo importante, ainda faltam ações para colocar em prática as garantias acertadas entre os países, especialmente da parte da Colômbia por seu acordo militar.

Os Estados Unidos ofereceram garantias por meio de uma carta enviada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, à Unasul, com o que se abre o caminho para uma reunião entre as partes para analisar o acordo militar em uma data e país a serem definidos.

A Unasul é integrada por Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colombia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.

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