Varejo espera manter lojas abertas durante manifestações

As redes varejistas esperam manter suas lojas abertas e funcionando normalmente nesta quinta-feira, 11, dia em que as centrais sindicais convocaram paralisação de várias categorias. Procuradas, as companhias afirmam que irão monitorar os protestos.

DAYANNE SOUSA, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 19h00

A União Geral dos Trabalhadores (UGT) convocou os comerciários de grandes capitais do País a participarem de manifestações, mas avalia que as varejistas devem manter as lojas abertas. A central comanda sindicatos de comerciários em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e outras cidades do Nordeste. De acordo com o presidente da UGT, Ricardo Patah, o objetivo é transformar a data num "dia de reflexão" e, portanto, a central não tem conclamado o fechamento dos pontos de venda.

A FecomercioSP, que congrega 154 sindicatos patronais, informou que não deu nenhuma recomendação oficial aos comerciantes. A abertura ou fechamento de lojas deve depender das condições de segurança em cada local.

O Grupo Pão de Açúcar disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que seguirá avaliando a situação. Até o fim da tarde desta quarta-feira, 10, porém, a companhia prevê a abertura de todas as suas lojas durante período normal de atendimento.

A rede de roupas e assessórios Marisa comunicou por meio de nota que "monitora a situação e está programada para manter as atividades normalmente". "A empresa está orientando seus colaboradores sobre como proceder e ressalta que serão avaliados individualmente os casos de lojas em que o fechamento total ou parcial se mostrar necessário", concluiu.

Representante dos varejistas de calçados, a Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (ABLAC) avaliou que os lojistas do segmento também deverão manter as atividades. O presidente da entidade, Antoniel Lordelo, destacou que é possível que haja dificuldade de locomoção na cidade de São Paulo, já que está previsto o fechamento de vias. Com isso, pode haver redução do fluxo de clientes nas lojas e menos vendas.

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