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Comida

Depois de conquistar restaurantes, o poke virou prato queridinho para fazer em casa

Chef Ravi Leite conta a história do prato havaiano, dá sugestões de combinações e receitas práticas para fazer em casa

Chef Ravi Leite conta a história do prato havaiano,  dá sugestões de combinações e receitas práticas para fazer em casa. Foto: ALEX SILVAChef Ravi Leite conta a história do prato havaiano, dá sugestões de combinações e receitas práticas para fazer em casa. Foto: ALEX SILVA
Foto do autor Beatriz Yamamoto
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Em um mundo em que o tempo é cada vez mais escasso e a busca por refeições práticas e saudáveis só cresce, o poke aparece como uma solução ideal.

Quando o Hi Pokee abriu as portas em 2016, quase ninguém sabia do que se tratava. Ravi Leite, um dos primeiros a apostar no prato por aqui, lembra que era comum o corretor do Google transformar “poke” em “poker” ou “pokémon”. Nas ruas, a equipe distribuía panfletos e dizia que era um restaurante de comida havaiana, o que frequentemente gerava confusão. “Adoro acarajé”, respondiam alguns. Era preciso explicar que não era comida baiana, mas sim um prato típico do Havaí, feito com peixe fresco.

Com o tempo, o poke caiu no gosto do público. Além de leve e saboroso, é fácil de montar e permite uma infinidade de combinações. A criatividade virou parte essencial do prato. Colorido, fresco e rápido de preparar, esse clássico havaiano se adaptou ao paladar brasileiro, e, mais ainda, nosso paladar se adaptou a ele. Hoje, está nos restaurantes, nos mercados, nos aplicativos de delivery e, agora, também na sua cozinha, com esse manual para você preparar a sua própria versão caseira.

Afinal, o que é poke?

Poke, preparado pelo chef Ravi Leite Foto: ALEX SILVA

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Talvez o prato mais famoso da culinária havaiana, o poke surgiu há muito tempo, a partir da rotina dos pescadores locais. Eles cortavam em cubos os peixes que capturavam perto da costa, geralmente pequenos, e temperavam com sal, pimenta e, às vezes, alguma alga. Era um preparo simples, com peixe fresco e temperos básicos, segundo o chef Ravi Leite.

A palavra poke vem do havaiano e significa “cortar em pedaços”, descrevendo exatamente o que era feito com o peixe. Com o tempo, principalmente após a chegada de imigrantes japoneses e de outras partes da Ásia, o preparo ganhou novos elementos, como shoyu, óleo de gergelim e outros temperos.

Depois veio o arroz, que se tornou a base do prato, e começaram a aparecer acompanhamentos como pepino, edamame e frutas tropicais. Como o Havaí tem uma grande diversidade de frutas por estar na região dos trópicos, o poke se tornou cada vez mais variado, e a criatividade virou parte essencial da receita.

Tamanho do poke

Para o corte do peixe, o chef explica que o ideal é cubos de cerca de 5 gramas. “É o tamanho que gostamos de servir no restaurante, porque assim, em cada colherada, você ainda pega um pedaço de peixe até o fim do bowl. Se o cubo for muito grande, o peixe acaba antes dos outros ingredientes”, diz.

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Como montar o poke em casa?

Chef Ravi Leite conta a história do prato havaiano, dá sugestões de combinações e receitas práticas para fazer em casa. Foto: ALEX SILVA

Ravi conta que no restaurante a ideia é que cada um monte o poke do jeito que preferir, e a maioria faz exatamente assim. O cardápio guia a montagem: começa pelo peixe fresco, depois o cliente escolhe acompanhamentos com sabores variados, como pepino, manga e acelga apimentada coreana. Em seguida, adiciona-se ingredientes crocantes e, por fim, molhos, como o clássico ou a maionese apimentada. “É muito versátil, e do jeito que você montar vai ficar gostoso”, garante. Em casa, vale seguir essa lógica, experimentando ingredientes e criando a própria versão.

Combinações do poke

  • Bases: Na hora de montar um poke, vale brincar com as combinações. Para a base, além do tradicional arroz branco, há também arroz japonês, integral, arroz negro e quinoa. Outra opção são os legumes cortados em tirinhas finas, como cenoura e abobrinha, que lembram espaguete e deixam o prato mais leve.
  • Proteínas: As opções clássicas são salmão, atum e camarão, mas polvo também funciona bem. Para quem prefere algo diferente, dá para usar tofu grelhado, cogumelos ou até frango cozido.
  • Acompanhamentos: É possível completar o prato com uma seleção variada: folhas, edamame, sunomono, tomate-cereja, guacamole, cebola-roxa, cebolinha, gengibre em conserva, kimchi (acelga apimentada coreana), picles de cenoura, palmito, vagem e muito mais.
  • Molhos: Os molhos fazem toda a diferença no poke. A base é o molho clássico, feito com shoyu, saquê mirim, vinagre de arroz, óleo de gergelim torrado, um toque de açúcar e pimenta sriracha. A partir dele, surgem variações com limão, trufa ou wasabi. Outra opção bem popular é a maionese apimentada.
  • Crocantes: Para finalizar, entram os crocantes: chips de banana-da-terra, batata-doce, coco crocante, castanha de caju, cebola crispy e até pedacinhos de massa de tempurá.

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Receitas de poke

Poke, prato preparados pelo chef Ravi Leite  Foto: ALEX SILVA

Para quem quiser preparar em casa, o chef Ravi Leite compartilha três versões: a clássica havaiana com atum, uma criação dele com salmão, manga e abacate, e uma opção vegetariana com tofu e cogumelos.

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