Foto: Leo Martins/Estadão
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Clandestina fica em 10° lugar no Prêmio Paladar

A chef Bel Coelho faz uma viagem pelo Brasil com influências de diversas regiões

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Foto do autor Patrícia Ferraz
Foto do autor Patrícia Ferraz
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O cardápio do Clandestina propõe uma viagem pelo Brasil em grande estilo. Bel Coelho leva para a cozinha os produtos da Mata Atlântica, da Amazônia, dos Pampas e do Cerrado, quase sempre orgânicos e de pequenos produtores, e, com talento e criatividade, os transforma em pratos cheios de graça e leveza. Ela faz cozinha brasileira, autoral, contemporânea, sustentável e, acima de tudo, muito saborosa.

PRÊMIO PALADAR - Restaurante - Clandestina - Na foto: Bel Coelho. Foto: LEO MARTINS

As combinações fogem da tradição, mas surgem com grande naturalidade, às vezes abrindo espaço, inclusive para outras cozinhas, como é o caso do delicioso guioza de pato com jambu.

Grande pedida são os tortelli de queijo quina, com caldo de cebola caramelizada e cogumelos, de raspar o prato. Levíssimos. A barriga de porco é glaceada com tucupi preto e chega à mesa escoltada por feijão manteiguinha de Santarém e maxixe. Já provou gado curraleiro, uma raça taurina, trazida pelos portugueses, bem comum nos arredores do Rio São Francisco? Pois a Bel usa costela do curraleiro para fazer um mini arroz, que vai à mesa com jiló frito e farinha de milho.

As sobremesas seguem na mesma linha criativa, com destaque para o creme de abacate com maracujá, com sorvete de uvaia. Tem também a tortinha brulê de queijo e baunilha, com calda de jabuticaba; e a banana brulée que vem com mousse de chocolate e doce de leite de ovelha, requeijão cremoso e paçoquinha.

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Rua Girassol 833, Vila Madalena.

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