Gerando resumo
Bastam alguns minutos no Goya Zushi para entender o motivo de tamanho silêncio: a sequência de pratos é tão impactante que ninguém se lembra de conversar. Exceto as explicações sobre o que está sendo servido e algumas eventuais trocas de palavras com o sushiman, para saber detalhes, o silêncio impera no balcão de 12 lugares. Uilian Goya trabalha concentrado, com movimentos delicadamente orquestrados que dão forma aos sushis, um a um.

Portanto, se sua ideia for conversar com os amigos distraindo o paladar com sabores do Japão, o melhor é procurar um izakaya. Também não ouse se atrasar para a reserva – são dois serviços de omakase a cada noite, programados para levar exatamente 95 minutos. Atrasar compromete o serviço.
O fato é que o silêncio e o rigor com a pontualidade serão recompensados pela qualidade dos sushis, que vão sendo colocados na sua frente com frescor, equilíbrio entre arroz e peixe, texturas e temperaturas impecáveis. E, antes da sobremesa (heresia declarada), ainda tem a parte quente. Trata-se de um menu memorável.
Alameda Franca, 1151, Jardim Paulista






