Foto: Leo Martins/Estadão
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Kotori fica em 18° lugar no ranking do Prêmio Paladar

Thiago Bañares transforma a yoshoku em pratos autorais e surpreendentes

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Foto do autor Patrícia Ferraz
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A cozinha do Thiago Bañares está cada vez melhor. Talentoso, tecnicamente bem formado e muito criativo, ele se dedica à comida yoshoku, em seu premiado restaurante Kotori. São pratos japoneses com influência ocidental – porém esse estilo, pouco conhecido por aqui, é apenas o ponto de partida para criações bastante autorais. Tudo para compartilhar.

Thiago Bañares, do Kotori Foto: LEO MARTINS

No menu em cartaz, uma das mais brilhantes criações é o carpaccio de vieiras importadas de Hokkaido, com leite de tigre feito de pimentão amarelo, pimenta de cheiro, ponzu, azeite de coentro, nabo e beldroega do mar. Muita informação? Nada disso, tudo se combina e se equilibra. O fígado de tamboril, cozido no vapor com sal, vem com purê de cebola branca, beterraba, raiz forte e cebola frita – daqueles pratos em que nada sobra, nada falta.

Imperdível, o kamameshi chega na panelinha de ferro. É um arroz com soja negra fermentada, bardana, nirá, pimenta de cheiro garoupa na brasa, gergelim e molho apimentado. Você mistura tudo e vai comendo, comendo, comendo… Faltou dizer que o salão é amplo, lindamente decorado com madeira clara e estética asiática, e está sempre animado, por conta do movimento. Ah, e que o Kotori faz a melhor rabanada da cidade: alta, feita no shokupan, o pão de forma japonês, super macio. Vem com calda de caramelo e sorvete de leite.

Rua Cônego Eugênio Leite, 639.

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