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Restaurantes e Bares

11 restaurantes e bares em São Paulo para comer e beber sozinho

De balcões de sushi a mesas comunitárias, veja endereços que tornam natural e até desejável sair para comer sem companhia

Bar Balcão. Foto: Tiago Queiroz/EstadãoBar Balcão. Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Foto do autor Matheus Mans
Foto do autor Matheus Mans
Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

Restaurantes em livrarias, conheça dois endereços imperdíveis na cidade

Pioneiro Cuia, da chef Bel Coelho, na livraria Megafauna, no Copan, e Bibla, na Vila Madalena, atraem devoradores de livros e fãs da boa gastronomia. Crédito: Estadão

Não é sobre solidão, é sobre gosto. Neste sábado, 15, quando o Dia do Solteiro toma as redes sociais, vale lembrar que São Paulo é generosa com quem prefere jantar em boa companhia consigo mesmo. A cidade tem balcões, mesas comunitárias, banquinhos de bar e chefs que cozinham a poucos passos de distância em ambientes pensados, na prática, para quem chega desacompanhado e não sente falta de ninguém.

Afinal, existe uma diferença enorme entre “comer sozinho” e “comer sozinho num lugar ruim para isso”. Esta segunda opção costuma ser mesas de dois espremidas contra a parede, olhares de garçom em dúvida sobre o que fazer com a cadeira vazia. Os primeiros são os que Paladar traz aqui: balcões que colocam o cliente solo no centro da ação, cardápios generosos em porções individuais e uma atmosfera que convida à conversa com quem está do lado, seja o bartender, o chef ou o desconhecido no banquinho ao lado.

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A lista de Paladar atravessa a cidade e os bolsos: tem alta gastronomia japonesa a oito lugares por noite, hambúrguer em mesa comunitária, portinha de calçada e coquetelaria que interage diretamente com o cliente. E nenhum deles, enfim, pede um par.

Nelita

A chef Tássia Magalhães comanda uma cozinha inteiramente feminina no Nelita, que reinventa clássicos italianos com ingredientes brasileiros. Quem senta no balcão de mármore, de frente para a cozinha aberta, tem vista privilegiada do empratamento cuidadoso, entre massas frescas feitas e criação originais da chef. O menu degustação de dez tempos sai por R$ 690 (harmonização opcional, R$ 550 à parte); há também opção à la carte, mais em conta.

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Onde: Rua Ferreira de Araújo, 330, Pinheiros. Segunda a sexta, 19h/23h; sábado, 12h/16h e 19h/23h; fechado aos domingos. Instagram: @nelita.restaurant.

Tássia Magalhães, chef do Nelita Foto: Rubens Kato

Le Freak

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Instalado no térreo do Conjunto Zarvos, edifício modernista de 1958 assinado por Júlio Neves, o Le Freak nasceu com fila desde o primeiro dia. Sob o comando do chef chileno Juan Pablo Montes, a cozinha francesa ganha liberdade criativa sem perder o sotaque: o steak tartare com chips crocantes sai por R$ 58, o moules et frites (mexilhões ao molho de vinho branco com fritas) por R$ 68, e o clássico steak and fries, com filé mignon e escolha de molho, por R$ 98. Até o fim do ano o restaurante deve ganhar o Caveau, bar subterrâneo com discotecagem, mas por ora já funciona como point de bar e restaurante ao mesmo tempo — perfeito para quem quer entrar, sentar e já pedir a primeira taça.

Onde: Av. São Luís, 282, Centro. Terça, quarta e sexta, 19h/23h30; quinta, 9h/17h; sábado, 12h/23h30; domingo, 12h/17h. Instagram: @lefreak.menu.

A entrada do bistrô Le Freak Foto: Daniel Teixeira/Estadão

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Jun Sakamoto

Sem placa na fachada e parecendo só mais uma casa na rua, o restaurante do chef Jun Sakamoto é um dos endereços mais discretos e mais respeitados da gastronomia japonesa paulistana. A casa gira em torno do balcão de sushi, onde o próprio Sakamoto ou seu braço direito, o chef Ryuzo Nishimura, preparam nigiris que saem individualmente assim que ficam prontos: atum bluefin, salmão chileno com toque cítrico, linguado com yuzu confitado. O omakase completo sai por R$ 850 por pessoa. É o balcão, e não a mesa, que garante a melhor experiência — e a mais natural para quem vai desacompanhado.

Onde: Rua Lisboa, 55, Pinheiros. Segunda a sábado, 19h às 23h. Instagram: @restaurante_junsakamoto.

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Chef Jun Sakamoto Foto: Rodrigo Sacramento

Muli

Instalado numa fachada azul que remete ao mar, o Muli é comandado pelo chef Giovanni Renê, com a barra de drinques sob os cuidados de Erick Adam. O menu convida a fechar os olhos e se imaginar à beira da praia . Entre os destaques para devorar sozinho, sem culpa, estão as batatas fritas bem fininhas com creme azedo, limão e atum curado (R$ 69), o peixe do dia curado com ponzu de pé de galinha, laranja-baía e azeite de tomate (R$ 65) e a lambreta fresca com redução de cerveja, alho-poró, cebola caramelizada e coentro, servida com fritas ou pão (R$ 89).

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Onde: Rua Martim Francisco, 482, Santa Cecília. Quarta a sexta, 12h/15h e 19h/23h; sábado, 12h/23h; domingo, 12h/18h. Instagram: @muli_restaurante.

Tuna Fries, do Muli, na Santa Cecília. Foto: Muli/Divulgação

Bar Balcão

Aberto desde 1994 e abraçado por gerações de artistas e boêmios da cidade, o Balcão deve seu nome — e sua fama — a uma bancada de madeira em ziguezague com 25 metros de comprimento. O formato obriga o cliente a sentar lado a lado com desconhecidos, o que transforma qualquer visita desacompanhado em experiência social quase automática. A cozinha, simples e boa, é famosa pelas pequenas almôndegas fritas e pelo sanduíche de bresaola com chutney de manga; nas noites mais frias, vale pedir o caldo verde ou o creme de mandioquinha com alho-poró.

Onde: Rua Dr. Melo Alves, 150, Jardins. Todos os dias, 17h30 às 1h. Instagram: @barbalcao.

Interior do Bar Balcão Foto: Tiago Queiroz/Estadão

Burger Table

O nome já entrega o conceito: uma única mesa comunitária, com mais de vinte lugares, onde todo mundo senta lado a lado para comer hambúrgueres grelhados na churrasqueira a carvão. É projeto do chef Manoel Coelho, também à frente do italiano Sensi, e tudo ali é feito em casa, do pão de amêndoas ao ketchup e à maionese. O cardápio permite montar o próprio lanche ou escolher o lanche do mês anunciado numa lousa na entrada; o cliente paga no caixa, aguarda o nome ser chamado e retira a bandeja diretamente na cozinha.

Onde: Rua Gabriele D’Annunzio, 1331, Campo Belo. Terça a sexta, 18h/22h30; sábado, 16h/23h; domingo, 16h/22h. Instagram: @burgertable.

O hambúrguer do Burger Table Foto: Codo Meletti|Estadão

Spot

Instalado numa praça a meia quadra da Avenida Paulista, o Spot é ponto de encontro paulistano desde 1994 e segue com o mesmo ar contemporâneo que o projeto arquitetônico de André Vainer lhe deu na estreia. O cardápio contemporâneo e variado passa por saladas, massas e carnes, com destaque para a salada Spot, o penne com melão e presunto cru e o camarão ao leite de coco com arroz basmati. A decoração intimista e o público plural fazem da mesa externa, de frente para a praça iluminada, um dos melhores lugares da cidade para almoçar ou jantar sozinho observando o movimento.

Onde: Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72, Bela Vista. Segunda a quarta, 12h/15h e 18h30/23h; quinta e sexta, 12h/15h e 18h30/0h; sábado, 12h/0h; domingo, 12h/23h. Instagram: @restaurantespot.

Restaurante Spot, unidade Paulista, na Al. Min. Rocha Azevedo Foto: Restaurante Spot/Divulgação

Tan Tan

Um bar subterrâneo que traz para São Paulo um pedaço da cultura de bar japonesa, entre superfícies duras — madeira, metal batido, granito — e um cardápio que mistura lámen, dumplings e frituras de boteco à moda de Tóquio, como o katsu sando. Os coquetéis assinados pelo head barman Caio Carvalhaes, caso do Gojira, feito com shochu de batata-doce, custam entre R$ 35 e R$ 75 — parte do cardápio, aliás, é de opções sem álcool. O clima é de esconderijo urbano: ideal para quem quer entrar, sentar no balcão e desaparecer por algumas horas entre talharim quente e drinque forte.

Onde: Rua Fradique Coutinho, 153, Pinheiros. Terça a domingo, 19h às 23h; sábado, também das 12h às 16h. Instagram: @tantannb.

Caio Carvalhaes e Thiago Bañares do bar Tan Tan. Foto: LEO MARTINS

Kanoe

Poucos lugares em São Paulo levam tão a sério a ideia de que uma boa refeição não pode ser apressada. O Kanoe, do chef Tadashi Shiraishi, recebe apenas entre oito e nove convidados por noite ao redor de um único balcão — todos jantam ao mesmo tempo, com acesso liberado por QR code, como um speakeasy contemporâneo. O menu omakase de dezoito etapas custa R$ 1,4 mil por pessoa, sem bebidas ou serviço, e resgata técnicas ancestrais da culinária japonesa aprendidas pelo chef com a própria avó: vieiras com flor de sal, garoupa com yuzu, peixe-amarelo com gergelim. Por definição, é um restaurante pensado para uma pessoa só diante do prato — mesmo que dividida com outros oito estranhos no mesmo balcão.

Onde: Alameda Itu, 1578, Jardins. Reservas obrigatórias pelo site. Instagram: @kanoerestaurant.

O ambiente "clean" do Kanoe. Foto: Rubens Kato  

Marcha e Sai

Autodenominada “a portinha da Tati e da Mara”, a casa da chef Tatiana Szeles funciona literalmente como uma porta aberta para a rua, em Higienópolis — dá para comer na calçada, levar para casa ou se espremer nas poucas cadeiras do salão minúsculo. O cardápio muda todo início de semana e é anunciado pelo Instagram: entre os pratos já servidos está a salada de pato com lentilha, pepino, cebola roxa, coentro e hortelã, acompanhada de arroz de jasmim (R$ 62), por exemplo. Por ali circula quem trabalha perto, quem mora na vizinhança e quem, sozinho, só quer um almoço gostoso e sem cerimônia — inclusive porque, avisam os próprios donos, segurar mesa por lá é deselegante.

Onde: Rua Sabará, 473, Higienópolis. Segunda a sexta, 12h/15h; sábado, 12h30/16h. Instagram: @marcha_e_sai.

Tati comanda o Marcha e Sai, espaço de 13 m² Foto: Giuliana Nogueira

The Punch

Atrás de uma porta estreita, sem placa visível, numa galeria comercial sem muito charme aparente perto da Avenida Paulista, mora um dos bares de coquetéis mais respeitados da cidade. É preciso tocar a campainha para entrar — e, uma vez lá dentro, encontrar Ricardo Miyazaki, dono e bartender, moldando drinques nos moldes dos tradicionais bares japoneses. Ele pergunta o que o cliente gosta — cítrico? amargo? doce? seco? qual destilado prefere? — e sugere a bebida a partir das respostas: pode ser o autoral Green Garden, com gin, shisô e limão-siciliano, ou o Kuro Bunê, com bourbon, shochu, umeshu e vermute; os drinques ficam entre R$ 50 e R$ 62. A reserva exige um valor de R$ 100, consumível no bar. Ao redor do balcão de madeira cabem só onze pessoas — o cenário perfeito para uma conversa a dois, ou para nenhuma conversa além da que se tem com o próprio copo.

Onde: Rua Manuel da Nóbrega, 76, Paraíso. Funcionamento mediante reserva. Instagram: @thepunchsp.

Ricardo Miyazaki, do The Punch Foto: Leo Martins/Estadão

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