Barroso diz que Poderes divergem sobre interpretação de regras das emendas, mas que não há atrito

Presidente do STF elogiou Hugo Motta e afirmou que nenhum dos dois daria ‘cotovelada’ em ninguém

PUBLICIDADE

Foto do autor Lavínia  Kaucz
Foto do autor Aline Bronzati
Atualização:

BRASÍLIA e NOVA YORK - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, negou que haja atritos da Corte com o Legislativo e disse que os conflitos são “absorvidos institucionalmente”. Ele afirmou que ainda há divergências sobre as regras para emendas parlamentares, mas somente no que diz respeito à interpretação de como funcionam as normas alcançadas em consenso entre os Poderes.

Presidente do STF, Barroso tem negado qualquer crise entre os Poderes Foto: Gustavo Moreno/STF

PUBLICIDADE

Os comentários foram feitos durante a 2ª edição do Summit Brazil-USA, realizado pelo Valor Econômico.Barroso destacou que escreveu “à mão” os consensos alcançados sobre o tema em agosto do ano passado, na reunião realizada entre o então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Ao ser questionado sobre as “cotoveladas” com o Congresso, Barroso elogiou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), presente no evento. “Uma pessoa elegante como Hugo Motta não dá cotovelada em ninguém, e eu tampouco”, evadiu-se.

Publicidade

O ministro ainda falou que “não é fácil regular a inteligência artificial pela velocidade da transformação” e, na sua avaliação, essas transformações também aumentam o poder do Judiciário, que é instado a agir em caso de omissão do Legislativo.

“O mundo está girando numa velocidade que dificulta o direito de acompanhar o que está acontecendo. Isso também aumenta o poder do Judiciário, porque o Congresso, os Legislativos em geral, por sua necessidade de compor visões diferentes, nem sempre conseguem legislar a tempo, mas os problemas surgem e a gente tem que resolver”.

Vale ler também
Carlos Andreazza
Enquanto Flávio Bolsonaro se isola, Tarcísio não quer terceiro turno, mas liderar olhando para 2030
Raquel Landim
O futuro de Moraes na disputa entre Alcolumbre e o PL
Eliane Cantanhêde
Ao fugir de avião, Flávio deixou seus aliados e eleitores a ver navios