Carlos visita Bolsonaro no Complexo da Papuda, vê Anderson Torres e Silvinei e critica prisão

Ex-presidente está na Papudinha, separado dos demais presos do complexo; local tem cerca de 50 detentos, a maioria policiais

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Foto do autor João Pedro Bitencourt

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro criticou a custódia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Complexo Penitenciário da Papuda. Pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, ele afirmou que a unidade abriga estupradores, sequestradores e criminosos de alta periculosidade.

A declaração foi dada após visita ao pai. Carlos deixou o complexo penitenciário por volta das 14h desta quarta-feira, 21. Foi a primeira visita desde que Bolsonaro foi encaminhado ao local na última quinta-feira, 15, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro criticou a custódia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Complexo Penitenciário da Papuda. Foto: Evaristo Sa/AFP

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“É inacreditável ver o estado do ministro da Justiça Anderson Torres, de Silvinei Vasques e do meu pai, presos em um complexo penitenciário que abriga estupradores, sequestradores e criminosos de alta periculosidade. Fico imaginando o que se passa na mente desses inocentes, condenados à revelia da lei, submetidos a uma situação como essa. É humanamente impossível aceitar isso como normal — algo que nem a lógica mais básica permitiria”, escreveu em sua conta no X.

Nos processos de Anderson Torres e Silvinei Vasques, não consta autorização para que Carlos Bolsonaro realize visitas a ambos.

Bolsonaro está detido em uma Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar (BPM) do Distrito Federal (DF), conhecido como “Papudinha”, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Como mostrou o Estadão, a unidade é administrada pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e não está submetida ao mesmo funcionamento imposto pela Secretaria de Administração Penitenciária do DF às demais áreas do Complexo da Papuda.

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O 19º BPM conta atualmente com cerca de 50 detentos. A Papudinha abriga menos presos e possui estrutura típica de um batalhão da Polícia Militar. O perfil dos custodiados é formado majoritariamente por policiais e presos com prerrogativa de custódia especial.

A unidade também já manteve presos integrantes da antiga cúpula da PMDF, suspeitos de omissão e conivência com os atos golpistas de 8 de Janeiro. Os oficiais estão soltos e aguardam julgamento no STF.

A Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente está preso possui cerca de 54 metros quadrados, além de aproximadamente 10 metros quadrados de área destinada ao banho de sol. Veja os detalhes da estrutura:

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Metragem e infraestrutura: A unidade possui área total de 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos. A estrutura inclui banheiro, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa.

Acomodações: O espaço conta com cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro de água quente, geladeira, armários, cama de casal e televisão.

Refeições: São oferecidas cinco refeições diárias — café da manhã, almoço, lanche, jantar e ceia — pela unidade custodiante.

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Banho de sol e exercícios físicos: O preso pode realizar banho de sol em área externa, com privacidade e horário livre. O local permite a instalação de equipamentos de ginástica, como esteira e bicicleta.

Visitas e atendimento profissional: O espaço para visitas é amplo, podendo ocorrer tanto na área coberta quanto na externa, com mesas e cadeiras disponíveis. As visitas podem acontecer em até três horários distintos, durante dois dias da semana — quartas e quintas-feiras — nos períodos de 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h, inclusive com possibilidade de visitas simultâneas.

Atendimento médico: Há um posto de saúde no local, com equipe composta por dois médicos clínicos, três enfermeiros, dois dentistas, um assistente social, dois psicólogos, um fisioterapeuta, três técnicos de enfermagem, um psiquiatra e um farmacêutico, responsáveis pelo atendimento exclusivo dos presos custodiados na unidade.

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