Avançaram nos últimos dias as articulações para que a deputada Caroline de Toni (PL-SC) migre para o Novo e concorra ao Senado em Santa Catarina. À Coluna do Estadão, a parlamentar afirmou que tem também convite de outros partidos, como União Brasil, Republicanos, MDB e a futura sigla do MBL, mas que ainda não tomou uma decisão. De Toni cogita trocar de partido após ser rifada na chapa do PL - que deve contar com o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o senador Esperidião Amin (PP-SC) nas duas vagas do Estado que estarão em disputa para a Casa Legislativa.
Pesquisa Real Time Big Data divulgada no início de setembro mostrou Carlos na liderança da disputa pelo Senado no Estado, com 45%, seguido de De Toni, com 33% e Amin, com 21%. “Seria uma honra tê-la no nosso partido”, disse à Coluna o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, ao confirmar o convite para que De Toni se filie à sigla, que já faz articulações internas com o objetivo de viabilizar a candidatura.
Para isso, o Novo pode abrir mão de lançar o deputado Gilson Marques (SC) ao Senado. Nesse cenário, ele disputaria a reeleição na Câmara. De acordo com aliados, De Toni e Marques já conversaram sobre o assunto e o parlamentar aceitaria deixar o caminho aberto para a deputada, caso não seja possível os dois se lançarem juntos. Procurados, De Toni e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, não responderam.
O presidente do Novo, que é catarinense, tem buscado fechar uma nominata no Sul do País com nomes conhecidos e que tenham capilaridade no eleitorado mais conservador. No Paraná, o partido deve lançar o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol ao Senado. No Rio Grande do Sul, conta com a candidatura do deputado Marcel van Hattem (RS) à Casa.
Caroline de Toni rifada no partido de Bolsonaro
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), pretendia se lançar à reeleição em uma chapa com De Toni e Amin nas vagas ao Senado. Mas os planos mudaram quando o ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu lançar Carlos, seu filho Zero Dois, enquanto Jorginho bateu o martelo pelo senador do PP.
A expectativa era de que um dos dois escolhesse De Toni, que vinha ganhando espaço no partido. A deputada foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e chegou a ceder o cargo de líder da Minoria para Eduardo Bolsonaro (PL-SP) com o objetivo de evitar que o filho Zero Três levasse faltas por estar nos Estados Unidos, em manobra que foi rejeitada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Após a publicação da nota, Carlos afirmou no X que De Toni será candidata de Bolsonaro. “Há um plano cristalino e diário para desconstruir Jair Bolsonaro. Os pré-candidatos ao Senado em Santa Catarina de Jair Bolsonaro são Carol De Toni e Carlos Bolsonaro”, escreveu. Eduardo também comentou: “bolsonarista não se importa com partido, desde que não seja PT e seus puxadinhos.”




