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CPI derrete após mirar padre Júlio Lancellotti e debandada chega a 10 nomes

Requerimento do vereador Rubinho Nunes (União Brasil) já perdeu quase metade assinaturas após ele revelar que a CPI das ONGs na Cracolândia miraria o membro da Igreja Católica

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Foto do autor Samuel Lima

O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) não conseguiu estancar a perda de apoio parlamentar após anunciar a intenção de incluir o padre Júlio Lancellotti no escopo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar ONGs que atuam na Cracolândia em São Paulo. Nesta quarta-feira, 10, foi a vez de Gilson Barreto (PSDB) anunciar o desembarque. Ele é o 10º parlamentar a anunciar a retirada de apoio da CPI. Com isso, quase metade dos que assinaram o pedido já pularam fora.

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Em nota, o vereador Gilson Barreto disse que decidiu abandonar a empreitada depois de “estudar melhor o intuito e as consequências dessa iniciativa, conversar com os pares e escutar a voz das ruas”. Ele entende que não faz sentido apurar as atividades do padre Lancellotti sem que ele participe de convênios com a Prefeitura. “Isso eu não posso aceitar. A CPI perdeu a sua finalidade de zelar pelo dinheiro público e não há por que ela ser instalada”, escreveu.

O gesto é simbólico, pois a proposta segue em tramitação depois de cumprir com o requisito mínimo de assinaturas ao ser protocolada, em 6 de dezembro. Para sair do papel, a CPI precisa entrar na ordem do dia, por meio do colégio de líderes, e depois ser aprovada em plenário com maioria simples de 28 votos.

Padre Júlio Lancellotti, coordenador da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo.  Foto: Werther Santana / Estadão

Em entrevista ao Estadão, Rubinho Nunes declarou que não enganou nenhum vereador e que ainda tem esperanças de que a CPI seja instalada. Já o padre disse que o anúncio de que seria incluído na investigação é algo “sem nexo” e que seu trabalho com a população de rua é feito por meio de recursos da Arquidiocese de São Paulo e doações para a Paróquia São Miguel de Arcanjo.

Além de Gilson Barreto, o time dos arrependidos conta com Xexéu Tripoli (PSDB), Thammy Miranda (PL), Sidney Cruz (Solidariedade), Sandra Tadeu (União Brasil), João Jorge (PSDB), Beto do Social (PSDB), Milton Ferreira (Podemos), Nunes Peixeiro (MDB) e Manoel Del Rio (PT). No caso do petista, ele disse ter assinado o documento por engano.

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O pedido de instalação da CPI aparece com 23 assinaturas e rubricas. Uma delas estava replicada e outra não foi possível ainda identificar.

Veja a lista de vereadores que mantiveram o apoio ou não se manifestaram:

  • Adilson Amadeu (União Brasil)
  • Atílio Francisco (Republicanos)
  • Fábio Riva (PSDB)
  • Fernando Holiday (PL)
  • Isac Félix (PL)
  • Jorge Wilson Filho (Republicanos)
  • Major Palumbo (Progressistas)
  • Rodrigo Goulart (PSD)
  • Rubinho Nunes (União Brasil), autor da proposta
  • Rute Costa (PSDB)
  • Sansão Pereira (Republicanos)
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