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Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

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Governo costura acordo para segurar PDT na base aliada com número 2 de Lupi em ministério

Aliados de Lula dizem que Wolney Queiroz é ‘muito orgânico’ na bancada da Câmara, o que facilita o diálogo com parlamentares do partido que ameaçam desembarcar da base aliada

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Foto do autor Iander Porcella
Atualização:

A escolha do ex-deputado federal Wolney Queiroz pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Previdência faz parte de uma costura do governo para tentar segurar o PDT como aliado. Interlocutores de Lula dizem que, além de ter sido o número 2 de Carlos Lupi na pasta, Wolney é “muito orgânico” na bancada da Câmara, o que facilita o diálogo com parlamentares do partido que ameaçam desembarcar da base. O nome dele para o cargo foi antecipado pela Coluna do Estadão.

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A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, passou o dia em ligações telefônicas para acalmar os ânimos no PDT. Novas conversas devem acontecer nos próximos dias. Wolney Queiroz é filiado ao PDT desde 1992, foi líder da sigla na Câmara e fez parte da equipe do governo de transição, em 2022.

Aliados de Lula dizem que os pedetistas sabem que não havia outra alternativa a não ser a demissão de Lupi, por causa do tamanho da crise criada com o escândalo dos descontos bilionários indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas. Afirmam também que, apesar de ter ficado incomodado com o fato de não ter sido consultado para a nomeação do novo presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Lupi “no fundo entende” os motivos que levaram o Palácio do Planalto a tomar essa atitude.

Para os governistas, Lupi ter pedido demissão foi “melhor para ele” porque evitará um desgaste maior para si. Ressaltam, ainda, que não há acusação de corrupção contra o agora ex-ministro e que ele terá tempo para se defender.

Nesta semana, a oposição na Câmara conseguiu as assinaturas necessárias para protocolar o requerimento de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito sobre o escândalo do INSS. Como mostrou a Coluna do Estadão, a CPI é um dos principais temores do governo Lula, pelo potencial de desgaste público para a gestão petista, que tenta evitar a volta da “marca da corrupção”.

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O ex-deputado Wolney Queiroz (PDT) Foto: Alexandre Amarante/PDT

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