Episódio dos ônibus pode afetar resultado das eleições?
Colunista Diogo Schelp comenta a possibilidade de judicialização do resultado das eleições caso seja comprovada interferência deliberada no transporte público. Crédito: Estadão
O advogado Admar Gonzaga, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou neste domingo, 25, que não é possível reabrir urnas eletrônicas já fechadas, por uma questão técnica e de imparcialidade.
Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin prorrogou a votação em todo o País até as 19h, e depois esclareceu que a decisão deve ser aplicada apenas aos locais em que as urnas ainda estavam abertas no momento da decisão — assinada às 17h01, um minuto após o fim das eleições. As campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) alegaram dificuldades por parte de eleitores para chegar aos locais de votação.

“Existe uma questão técnica. Se fechou a urna, fechou, não abre mais, até para a segurança de todo o processo eleitoral. Se você imaginar que uma urna continua sendo acessível depois do encerramento da votação, há uma insegurança da parte tecnológica. O sistema eleitoral tem que permanecer sempre com a evidência de imparcialidade e a democracia tem que ser respeitada”, afirmou à Coluna do Estadão o ex-ministro do TSE, que atuou na Corte entre 2015 e 2019. “Espero que não haja confusão”, completou.
Foi inédita a decisão de Zanin de estender em duas horas o horário de votação no País. Quando a decisão foi divulgada, o TSE não sabia como proceder, por conta do encerramento da votação. Ministros da Corte se reuniram por cerca de uma hora para chegar a um desfecho.
Em ofício, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, recomendou que todos os presidentes dos TREs mantenham abertas até as 19h as urnas que ainda não tinham sido lacradas até o momento.


