Rafael Fonteles diz que carta golpista de Flávio é inócua, mas bolsonarismo continua forte no País

Governo reeleito do Piauí é um dos cotados para assumir o Ministério da Fazenda em novo mandato do presidente Lula

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BRASÍLIA - O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, um dos cotados para assumir o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entende que o bolsonarismo se enfraqueceu nestas eleições, mas sem que isso signifique uma derrota em definitivo.

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Em entrevista ao Estadão, Fonteles exaltou a virada de Lula, mas pontuou que o extremismo continua forte não só no País, mas na América Latina e em todo Ocidente.

“O bolsonarismo continua. A extrema-direita é forte no Brasil, forte na América Latina toda, no mundo ocidental todo. Então continua”, afirmou. “Acho que ele (Flávio Bolsonaro) se enfraqueceu muito, tanto com a derrota grande que tiveram quanto com essa atitude do candidato de abandonar até os seus liderados. Houve um enfraquecimento, mas continuam sendo uma força política relevante”, completou.

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Rafael Fonteles diz que carta de Flávio Bolsonaro é inócua, mas bolsonarismo continua forte no País Foto: Jailson Soares/ODIA

Fonteles ganhou destaque nas últimas semanas depois de ter sido convocado para ser um dos coordenadores da campanha de segundo turno que levou Lula à reeleição. Ele passou a ser considerado um dos nomes fundamentais para a virada inédita sobre Flávio Bolsonaro, que havia terminado o primeiro turno à frente do petista nos votos válidos.

Fonteles entende que a decisão de Flávio de abandonar o País e depois divulgar uma carta em tom golpista na qual se autodeclarou “verdadeiro presidente eleito” - tendo depois recuado para “líder do Brasil” - irá apenas gerar ruído, mas sem riscos de instabilidade institucional.

“Eu lamento muito, porque é uma atitude que busca gerar ruído, instabilidade. Mas a boa notícia é que não vai gerar instabilidade nenhuma. Por quê? Porque todas as instituições brasileiras, inclusive o partido do Flávio Bolsonaro (PL), reconheceram o processo democrático, correto e tranquilo das eleições”, afirmou.

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“Além disso, foi uma vitória retumbante. Não vejo como isso possa atrapalhar absolutamente nada, apesar de ser algo extremamente lamentável, que busca prejudicar. Mas acho que vai ser absolutamente inócuo”, completou.

No primeiro discurso após a vitória no segundo turno, Lula disse que Fonteles foi o responsável por lhe dar o primeiro aparelho de celular de sua vida, com o qual passará a se comunicar diretamente com a população. Nos últimos dias da campanha, o presidente interagiu com o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), que capitaneou a mobilização da esquerda no segundo turno.

Na mesma noite, após a vitória nas urnas, Lula voltou a citar Fonteles no trio elétrico na Avenida Paulista, afirmando que ele “enterrou a carreira do Ciro Nogueira no Estado do Piauí”.

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Além de Fonteles, que nega que haja qualquer tipo de conversa com o Lula sobre o Ministério da Fazenda, o vice-presidente Geraldo Alckmin também é cotado para ocupar o posto.

“Eu não conversei com o presidente nada sobre cargo, até porque nunca aconteceu na história de um governador recém-eleito ser chamado para qualquer missão, Nunca nem parei para cogitar essa possibilidade”, afirmou.

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