STF arquiva inquérito que investigava Monark por descumprimento de ordem judicial

Em 2023, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio dos perfis do influenciador por falas que descredibilizavam as eleições e as urnas

PUBLICIDADE

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

Gerando resumo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento do inquérito contra o youtuber Monark, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), nesta quarta-feira (28).

STF arquiva o inquérito no qual o influenciador Monark era investigado por descumprimento de ordem judicial 

PUBLICIDADE

A investigação apurava uma suposta prática de crime de desobediência à decisão judicial pelo youtuber, no âmbito das investigações relacionadas ao 8 de janeiro de 2023. Em meio aos desdobramentos das eleições de 2022, Bruno Aiub Monteiro, o Monark, fez publicações em suas redes sociais questionando o processo eleitoral brasileiro.

A partir disso, o ministro do STF determinou, em junho daquele ano, o bloqueio dos perfis do influenciador em diversas redes sociais, como o TikTok, Youtube e Instagram, além da preservação integral do conteúdo publicado.

Publicidade

O inquérito arquivado esta semana, por sua vez, foi iniciado após descumprimento das medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo. Na investigação, a Polícia Federal concluiu que o youtuber “de forma reiterada, profere declarações públicas nas quais questiona a lisura do processo eleitoral brasileiro, a confiabilidade das urnas eletrônicas”, além da atuação do Tribunal Superior Eleitoral e do próprio STF.

Na manifestação pelo arquivamento do inquérito, a PGR afirmou que houve “efetiva aplicação de multa diária pelo referido descumprimento”, uma vez que, em 2023, foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes que Monark pagasse uma multa de R$ 300.000 e que suas contas bancárias fossem bloqueadas.

A multa chegou a este montante pelo acúmulo dos valores determinados anteriormente, de R$ 10 mil por dia. Naquela época, o magistrado afirmou que, em depoimento à Polícia Federal, Monark ‘fez questão de consignar, expressamente, seu intuito de desrespeitar decisão judicial.

Publicidade

Esse ano, o youtuber foi condenado a pagar R$ 100 mil por defender criação de partido nazista, no âmbito de outra investigação.

Vale ler também
Carlos Andreazza
Enquanto Flávio Bolsonaro se isola, Tarcísio não quer terceiro turno, mas liderar olhando para 2030
Raquel Landim
O futuro de Moraes na disputa entre Alcolumbre e o PL
Eliane Cantanhêde
Ao fugir de avião, Flávio deixou seus aliados e eleitores a ver navios