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Combate a roubo com violência é prioridade, diz Grella

Estadão Conteúdo

26 Agosto 2014 | 08h 01

O combate aos crimes patrimoniais e roubos com excessiva violência serão as prioridades da Secretaria de Estado de Segurança Pública, segundo o secretário Fernando Grella Vieira. "A necessidade é tornar isso prioritário e empregar todas as forças para conseguir obter reduções nesse tipo de crime, que evidentemente afeta a sensação de segurança", afirmou.

"Quem tem a responsabilidade da política de segurança pública tem de acompanhar esses indicadores (criminais) e fazer os aprimoramentos necessários. Não é um problema localizado, mas que exige que se revejam as práticas e táticas empregadas", explicou o secretário, justificando que o aumento nos roubos também é um problema enfrentado em todos os Estados do Brasil.

Em São Paulo, segundo Grella, três medidas contribuíram para a redução nos crimes, principalmente nos casos de roubo: operações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), a implementação do sistema de monitoramento Detecta do 190 e ações para o fechamento de desmanches.

Somente na semana passada, a Polícia Civil prendeu 76 pessoas ligadas à facção. Dois dos presos, Márcio Vital dos Santos, de 36 anos, o Tucano, e Alexsandro Gerônimo, de 34 anos, conhecido como MK, são considerados os líderes do PCC nas ruas, segundo a Polícia Civil.

Detecta

Nesta segunda-feira, 25, 660 câmeras da Agência de Transporte do Estado de São Paulo foram integradas ao Detecta. O sistema custou R$ 400 milhões e entrou em operação no início do mês. A partir de setembro, câmeras de estabelecimentos comerciais e residências também serão acrescentadas à tecnologia considerada como "Big Brother" da polícia.

O secretário ainda falou sobre as operações de saturação realizadas pela Polícia Militar, que devem continuar ao longo do ano. Na semana passada, 400 homens do Comando de Policiamento da Capital (CPC), do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran) e do Choque ocuparam bairros da zona norte.

O programa prevê a integração entre as unidades da PM para combater crimes específicos de cada região. A operação já havia sido realizada no extremo sul de São Paulo e reduziu roubos e homicídios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.