
Duas prisões. Duas solturas. Duas festas. As cenas da libertação de Lula da carceragem da Polícia Federal em Curitiba remetem ao dia 20 de maio de 1980, quando o então líder sindical foi colocado em liberdade depois de ficar preso por 32 dias na sede do Dops em São Paulo. Assim como aconteceu há quase 40 anos, uma multidão foi recepcioná-lo.
Além da distância histórica, as duas prisões diferem em circunstâncias e no teor de seus processos legais. A primeira ocorreu durante a ditadura militar, quando um regime de exeção ainda vigorava no Brasil e Lula foi preso por liderar uma greve. Na atual, com o País democratizado, Lula foi preso após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Em 1980, Lula foi solto e pode responder em liberdade até a conclusão do seu processo conduzido pela Justiça Militar. Acusado de envolvimento nas greves do ABC em 1978 e 1979 e enquadrado pela Lei de Segurança Nacional, vigente no período, o líder sindical foi condenado por incitamento à desobediência coletiva às leis. Foram duas condenações até o último veredicto e absolvição. Assim como hoje, os planos de Lula para o futuro era o tema das perguntas feitas por jornalistas na sua saída da prisão em 1980. Na época, ele declarou: "Não tenho projeto para o futuro; meu destino está ligado à minha categoria profissional."





Diário da prisão de Lula em 1980


Veja também:
# Lula ficou preso 32 dias em 1980 por liderar greve# Na ditadura, Lula foi condenado e depois absolvido# Lula foi liberado da prisão para enterro da mãe em 1980# A trajetória política de Lula# Perfil: Lula# Modelo judiciário foi criado na Constituinte de 1988
# Assine | # Licenciamento de conteúdos Estadão
# Siga: twitter@estadaoacervo | facebook/arquivoestadao | instagram





