Ibovespa hoje: após tombo de quase 14% com vitória de Lula, o que esperar da Bolsa nesta terça?


Sinais sobre os rumos da política fiscal, declarações de Gabriel Galípolo e indicadores dos EUA entram no radar dos investidores após a turbulência no mercado brasileiro

Por Ana Ayub

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O estrategista-chefe da Monte Bravo, Raí Chicoli, aponta que movimentos negativos do mercado financeiro podem impactar a inflação e também o crédito

O Ibovespa hoje chega ao pregão desta terça-feira (27) ainda sob os efeitos da forte reprecificação dos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o tombo de quase 14% na segunda-feira (26), em uma sessão marcada pelo acionamento do circuit breaker e pela disparada do dólar, o mercado deve continuar ajustando suas expectativas para a política fiscal e monetária a partir de 2027.

Com o aumento dos prêmios de risco, sinais sobre a composição da equipe econômica, uma eventual revisão do arcabouço fiscal e medidas de controle das despesas entram no radar. Essas indicações podem influenciar o dólar e os juros futuros, com reflexos nas ações de empresas mais dependentes do crédito e do consumo doméstico.

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“Com a definição eleitoral, houve um reposicionamento dos investidores e realização de parte dos ganhos acumulados ao longo do mês, aumentando a pressão vendedora sobre a bolsa”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

“Esse movimento pode continuar no curto prazo, embora com menor intensidade, à medida que o mercado assimila o novo cenário e aguarda novas sinalizações políticas e macroeconômicas. A tendência é de uma acomodação gradual dos ativos, ainda com maior cautela”, completa.

Nesse cenário, a atenção também se volta para a atuação do Banco Central. Pela manhã, Gabriel Galípolo participa de uma coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), documento que avalia os riscos e a solidez do sistema financeiro brasileiro. Embora o encontro não seja dedicado à política monetária, eventuais comentários sobre a volatilidade recente, as condições de liquidez e os riscos financeiros podem ganhar relevância após a forte oscilação dos ativos na sessão anterior.

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Na agenda econômica doméstica, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h (de Brasília), o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) de outubro, que mede a evolução dos custos de materiais, serviços e mão de obra no setor. O indicador havia avançado 0,25% em setembro e pode oferecer novas informações sobre as pressões de custos na construção civil, segmento especialmente sensível ao comportamento dos juros.

Após despencar quase 14%, Ibovespa enfrenta novo teste com dólar e incerteza fiscal. Foto: Werther Santana/Estadão

No exterior, os investidores acompanham, às 9h, as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, com expectativa de alta de 2% em setembro, após estabilidade em agosto. O indicador funciona como um termômetro da demanda por produtos de maior valor e dos investimentos empresariais, podendo alterar as expectativas para o crescimento econômico americano e para os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

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Às 11h, o Departamento do Comércio divulga as vendas de moradias novas de setembro, com projeção de queda de 4,5%, após avanço de 6,4% em agosto. No mesmo horário, o Conference Board apresenta o índice de confiança do consumidor de outubro, cuja expectativa é de recuo de 81,9 para 80,9 pontos. Os resultados podem oferecer sinais sobre a resistência da demanda americana aos juros elevados e influenciar os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida dos EUA), o dólar e o desempenho das bolsas internacionais.

O que movimentou o Ibovespa na segunda-feira (26)

Na sessão anterior, o Ibovespa encerrou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, o menor patamar desde agosto. A reação à reeleição de Lula, com 51,79% dos votos válidos, provocou uma onda de vendas que levou a B3 a acionar o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020.

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Após a retomada das negociações, o índice chegou a recuar 16,8%, aos 170,4 mil pontos, antes de recuperar parte das perdas. O movimento refletiu a revisão das expectativas para a política econômica a partir de 2027, especialmente diante das preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e a possibilidade de novas mudanças nas regras fiscais.

No mercado de câmbio, o dólar à vista disparou 8,21% frente ao real, encerrando o pregão a R$ 5,40, na maior oscilação diária desde janeiro de 1999.

Entre as ações da B3, as maiores perdas ficaram concentradas em empresas mais sensíveis ao ciclo econômico e às condições de financiamento, com destaque para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que despencaram 58,23%.

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Em Nova York, os índices encerraram no positivo nesta sessão: Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 avançaram 0,29%, 0,82% e 0,7%, respectivamente.

A seguir, confira a agenda desta terça-feira (27):

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O estrategista-chefe da Monte Bravo, Raí Chicoli, aponta que movimentos negativos do mercado financeiro podem impactar a inflação e também o crédito

O Ibovespa hoje chega ao pregão desta terça-feira (27) ainda sob os efeitos da forte reprecificação dos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o tombo de quase 14% na segunda-feira (26), em uma sessão marcada pelo acionamento do circuit breaker e pela disparada do dólar, o mercado deve continuar ajustando suas expectativas para a política fiscal e monetária a partir de 2027.

Com o aumento dos prêmios de risco, sinais sobre a composição da equipe econômica, uma eventual revisão do arcabouço fiscal e medidas de controle das despesas entram no radar. Essas indicações podem influenciar o dólar e os juros futuros, com reflexos nas ações de empresas mais dependentes do crédito e do consumo doméstico.

“Com a definição eleitoral, houve um reposicionamento dos investidores e realização de parte dos ganhos acumulados ao longo do mês, aumentando a pressão vendedora sobre a bolsa”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

“Esse movimento pode continuar no curto prazo, embora com menor intensidade, à medida que o mercado assimila o novo cenário e aguarda novas sinalizações políticas e macroeconômicas. A tendência é de uma acomodação gradual dos ativos, ainda com maior cautela”, completa.

Nesse cenário, a atenção também se volta para a atuação do Banco Central. Pela manhã, Gabriel Galípolo participa de uma coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), documento que avalia os riscos e a solidez do sistema financeiro brasileiro. Embora o encontro não seja dedicado à política monetária, eventuais comentários sobre a volatilidade recente, as condições de liquidez e os riscos financeiros podem ganhar relevância após a forte oscilação dos ativos na sessão anterior.

Na agenda econômica doméstica, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h (de Brasília), o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) de outubro, que mede a evolução dos custos de materiais, serviços e mão de obra no setor. O indicador havia avançado 0,25% em setembro e pode oferecer novas informações sobre as pressões de custos na construção civil, segmento especialmente sensível ao comportamento dos juros.

Após despencar quase 14%, Ibovespa enfrenta novo teste com dólar e incerteza fiscal. Foto: Werther Santana/Estadão

No exterior, os investidores acompanham, às 9h, as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, com expectativa de alta de 2% em setembro, após estabilidade em agosto. O indicador funciona como um termômetro da demanda por produtos de maior valor e dos investimentos empresariais, podendo alterar as expectativas para o crescimento econômico americano e para os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Às 11h, o Departamento do Comércio divulga as vendas de moradias novas de setembro, com projeção de queda de 4,5%, após avanço de 6,4% em agosto. No mesmo horário, o Conference Board apresenta o índice de confiança do consumidor de outubro, cuja expectativa é de recuo de 81,9 para 80,9 pontos. Os resultados podem oferecer sinais sobre a resistência da demanda americana aos juros elevados e influenciar os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida dos EUA), o dólar e o desempenho das bolsas internacionais.

O que movimentou o Ibovespa na segunda-feira (26)

Na sessão anterior, o Ibovespa encerrou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, o menor patamar desde agosto. A reação à reeleição de Lula, com 51,79% dos votos válidos, provocou uma onda de vendas que levou a B3 a acionar o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020.

Após a retomada das negociações, o índice chegou a recuar 16,8%, aos 170,4 mil pontos, antes de recuperar parte das perdas. O movimento refletiu a revisão das expectativas para a política econômica a partir de 2027, especialmente diante das preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e a possibilidade de novas mudanças nas regras fiscais.

No mercado de câmbio, o dólar à vista disparou 8,21% frente ao real, encerrando o pregão a R$ 5,40, na maior oscilação diária desde janeiro de 1999.

Entre as ações da B3, as maiores perdas ficaram concentradas em empresas mais sensíveis ao ciclo econômico e às condições de financiamento, com destaque para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que despencaram 58,23%.

Em Nova York, os índices encerraram no positivo nesta sessão: Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 avançaram 0,29%, 0,82% e 0,7%, respectivamente.

A seguir, confira a agenda desta terça-feira (27):

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O Ibovespa hoje chega ao pregão desta terça-feira (27) ainda sob os efeitos da forte reprecificação dos ativos brasileiros após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após o tombo de quase 14% na segunda-feira (26), em uma sessão marcada pelo acionamento do circuit breaker e pela disparada do dólar, o mercado deve continuar ajustando suas expectativas para a política fiscal e monetária a partir de 2027.

Com o aumento dos prêmios de risco, sinais sobre a composição da equipe econômica, uma eventual revisão do arcabouço fiscal e medidas de controle das despesas entram no radar. Essas indicações podem influenciar o dólar e os juros futuros, com reflexos nas ações de empresas mais dependentes do crédito e do consumo doméstico.

“Com a definição eleitoral, houve um reposicionamento dos investidores e realização de parte dos ganhos acumulados ao longo do mês, aumentando a pressão vendedora sobre a bolsa”, afirma Fernando Bresciani, analista de investimentos do Andbank.

“Esse movimento pode continuar no curto prazo, embora com menor intensidade, à medida que o mercado assimila o novo cenário e aguarda novas sinalizações políticas e macroeconômicas. A tendência é de uma acomodação gradual dos ativos, ainda com maior cautela”, completa.

Nesse cenário, a atenção também se volta para a atuação do Banco Central. Pela manhã, Gabriel Galípolo participa de uma coletiva sobre o Relatório de Estabilidade Financeira (REF), documento que avalia os riscos e a solidez do sistema financeiro brasileiro. Embora o encontro não seja dedicado à política monetária, eventuais comentários sobre a volatilidade recente, as condições de liquidez e os riscos financeiros podem ganhar relevância após a forte oscilação dos ativos na sessão anterior.

Na agenda econômica doméstica, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h (de Brasília), o Índice Nacional de Custo da Construção – Mercado (INCC-M) de outubro, que mede a evolução dos custos de materiais, serviços e mão de obra no setor. O indicador havia avançado 0,25% em setembro e pode oferecer novas informações sobre as pressões de custos na construção civil, segmento especialmente sensível ao comportamento dos juros.

Após despencar quase 14%, Ibovespa enfrenta novo teste com dólar e incerteza fiscal. Foto: Werther Santana/Estadão

No exterior, os investidores acompanham, às 9h, as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos, com expectativa de alta de 2% em setembro, após estabilidade em agosto. O indicador funciona como um termômetro da demanda por produtos de maior valor e dos investimentos empresariais, podendo alterar as expectativas para o crescimento econômico americano e para os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o banco central norte-americano.

Às 11h, o Departamento do Comércio divulga as vendas de moradias novas de setembro, com projeção de queda de 4,5%, após avanço de 6,4% em agosto. No mesmo horário, o Conference Board apresenta o índice de confiança do consumidor de outubro, cuja expectativa é de recuo de 81,9 para 80,9 pontos. Os resultados podem oferecer sinais sobre a resistência da demanda americana aos juros elevados e influenciar os rendimentos dos Treasuries (títulos de dívida dos EUA), o dólar e o desempenho das bolsas internacionais.

O que movimentou o Ibovespa na segunda-feira (26)

Na sessão anterior, o Ibovespa encerrou em queda de 13,88%, aos 176.608,23 pontos, o menor patamar desde agosto. A reação à reeleição de Lula, com 51,79% dos votos válidos, provocou uma onda de vendas que levou a B3 a acionar o circuit breaker pela primeira vez desde março de 2020.

Após a retomada das negociações, o índice chegou a recuar 16,8%, aos 170,4 mil pontos, antes de recuperar parte das perdas. O movimento refletiu a revisão das expectativas para a política econômica a partir de 2027, especialmente diante das preocupações com a sustentabilidade da dívida pública e a possibilidade de novas mudanças nas regras fiscais.

No mercado de câmbio, o dólar à vista disparou 8,21% frente ao real, encerrando o pregão a R$ 5,40, na maior oscilação diária desde janeiro de 1999.

Entre as ações da B3, as maiores perdas ficaram concentradas em empresas mais sensíveis ao ciclo econômico e às condições de financiamento, com destaque para as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que despencaram 58,23%.

Em Nova York, os índices encerraram no positivo nesta sessão: Dow Jones, Nasdaq e S&P 500 avançaram 0,29%, 0,82% e 0,7%, respectivamente.

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