O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumprimentou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, na Casa Branca, nesta terça-feira, 7.
Os líderes participaram de uma reunião bilateral no Salão Oval e participaram de um almoço de trabalho. Era esperado que a imprensa tivesse acesso ao Salão Oval, mas o encontro terminou sem contato com os jornalistas.
De acordo com informações do enviado especial do Estadão a Washington, Felipe Frazão, Lula deve participar de uma coletiva de imprensa na embaixada do Brasil em Washington.
O perfil oficial de Lula publicou um vídeo da recepção do líder americano na rede social Instagram.
Encontro bilateral
A reunião não deve contar com assinaturas de acordo, mas ocorre em um momento sensível para os dois mandatários. Ambos os presidentes chegam para o encontro com seus índices de aprovação em baixa. Trump terá sua governabilidade testada nas urnas em novembro e Lula está com o cargo à prova nas eleições presidenciais em outubro.
Segundo previsão repassada pela Casa Branca ao Palácio do Planalto, Trump e Lula vão levar cada um ao menos cinco autoridades para a reunião bilateral.
Do lado americano, estarão no Salão Oval o vice-presidente, JD Vance, a chefe de Gabinete, Susie Wiles, o representante comercial, Jamieson Greer, e os secretários do Tesouro, Scott Bessent, e do Comércio, Howard Lutnick.
Pelo governo brasileiro, Lula vai levar os ministros Mauro Vieira (Itamaraty), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Wellington César (Justiça e Segurança), Alexandre Silveira (Minas e Energia). O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também compõe a comitiva do petista.
Washington quer discutir relações comerciais e de segurança com Lula, enquanto o petista prefere abordar tarifaço e terras raras.
O encontro foi organizado após gestões diplomáticas secretas, reveladas pelo Estadão, e por intermédio de contatos empresariais. Antes, atritos entre os presidentes culminaram na imposição de tarifas por parte dos americanos aos produtos brasileiros. Os líderes então estabeleceram um canal direto de diálogo, conversaram pelo telefone, mas nunca chegaram a anunciar um acordo ou parceria.
A reunião desta quinta-feira,7, pode destravar esse processo, a partir da manifestação de vontade de ambos a favor de um entendimento, segundo autoridades de governo que acompanharam as tratativas. Não há, no entanto, garantias de que acordos serão selados e apresentados publicamente.