Coluna do Estadão

| Por Roseann Kennedy

Roseann Kennedy traz os bastidores da política e da economia. Com Eduardo Barretto e Leticia Fernandes

Reação a tarifaço de Trump é questão de soberania, não ideologia, diz deputado da bancada do agro


Fausto Pinato afirma que caso ‘não é questão de direita, centro ou esquerda’; Danilo Forte defende ‘pragmatismo e não se deixar levar pelo acirramento político’

Por Eduardo Barretto
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No programa ‘Fala, Duquesa!’ desta semana, colunista do ‘Estadão’ reage à carta do presidente americano, Donald Trump, anunciando tarifa de 50% sobre o Brasil

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou nesta quinta-feira, 10, que a reação do Brasil ao tarifaço dos Estados Unidos é uma questão de soberania nacional, e não de ideologia. O agronegócio será um dos setores mais afetados pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a produtos importados do País.

Na carta enviada ao governo brasileiro na quarta-feira, 9, o líder norte-americano apontou perseguição do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e reclamou de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas norte-americanas de tecnologia. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, usou a taxação para cobrar do Congresso a aprovação de uma anistia ao pai, réu no STF na ação penal do golpe.

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As empresas Trump Media & Technology Group, ligadas ao presidente dos EUA, processam o ministro do STF Alexandre de Moraes na Justiça da Flórida por supostamente censurar conteúdos publicados nessas plataformas no Brasil. Na terça-feira, 8, Moraes foi intimado novamente no processo.

“Não é uma questão de direita, centro ou esquerda. É uma questão de defender a soberania do nosso País. Ou o Brasil se ajoelha ou enfrenta”, afirmou Pinato à Coluna do Estadão.

O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) Foto: Assessoria Fausto Pinato
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Na mesma linha, outro integrante da bancada do agro, o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), cobrou deixar o “acirramento político” de lado para enfrentar a crise diplomática.

“É preciso ter pragmatismo e não se deixar levar pelo acirramento político. Estamos falando da vida das pessoas: uma coisa é a razão econômica e outra é a razão do mundo político”, afirmou Forte, ressaltando o risco aos empregos no Brasil:

“O País precisa digerir essa situação, até porque existe muita bravata por parte dos EUA, como temos visto. É preciso agir para não condenarmos as empresas e os empregos, e a economia de modo geral, por conta de uma disputa política. Isso tem que ficar muito claro, pois é um jogo de perde-perde”.

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Bancada mostrou preocupação com ordem de Trump

Representante do agronegócio, setor alinhado ao bolsonarismo, a frente parlamentar do agro manifestou preocupação com a decisão do presidente norte-americano.

“A medida representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, disse a bancada. “A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, concluiu.

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Impacto do tarifaço no agronegócio

Como consequência econômica mais imediata, a tarifa de 50% para produtos brasileiros exportados aos EUA afetará o mercado de café e carne bovina do País.

“A tarifa representa um duro golpe para as exportações brasileiras, especialmente do agronegócio e de setores ligados a commodities”, afirmou o advogado tributarista Luís Garcia, sócio do MLD Advogados.

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No programa ‘Fala, Duquesa!’ desta semana, colunista do ‘Estadão’ reage à carta do presidente americano, Donald Trump, anunciando tarifa de 50% sobre o Brasil

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou nesta quinta-feira, 10, que a reação do Brasil ao tarifaço dos Estados Unidos é uma questão de soberania nacional, e não de ideologia. O agronegócio será um dos setores mais afetados pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a produtos importados do País.

Na carta enviada ao governo brasileiro na quarta-feira, 9, o líder norte-americano apontou perseguição do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e reclamou de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas norte-americanas de tecnologia. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, usou a taxação para cobrar do Congresso a aprovação de uma anistia ao pai, réu no STF na ação penal do golpe.

As empresas Trump Media & Technology Group, ligadas ao presidente dos EUA, processam o ministro do STF Alexandre de Moraes na Justiça da Flórida por supostamente censurar conteúdos publicados nessas plataformas no Brasil. Na terça-feira, 8, Moraes foi intimado novamente no processo.

“Não é uma questão de direita, centro ou esquerda. É uma questão de defender a soberania do nosso País. Ou o Brasil se ajoelha ou enfrenta”, afirmou Pinato à Coluna do Estadão.

O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) Foto: Assessoria Fausto Pinato

Na mesma linha, outro integrante da bancada do agro, o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), cobrou deixar o “acirramento político” de lado para enfrentar a crise diplomática.

“É preciso ter pragmatismo e não se deixar levar pelo acirramento político. Estamos falando da vida das pessoas: uma coisa é a razão econômica e outra é a razão do mundo político”, afirmou Forte, ressaltando o risco aos empregos no Brasil:

“O País precisa digerir essa situação, até porque existe muita bravata por parte dos EUA, como temos visto. É preciso agir para não condenarmos as empresas e os empregos, e a economia de modo geral, por conta de uma disputa política. Isso tem que ficar muito claro, pois é um jogo de perde-perde”.

Bancada mostrou preocupação com ordem de Trump

Representante do agronegócio, setor alinhado ao bolsonarismo, a frente parlamentar do agro manifestou preocupação com a decisão do presidente norte-americano.

“A medida representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, disse a bancada. “A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, concluiu.

Impacto do tarifaço no agronegócio

Como consequência econômica mais imediata, a tarifa de 50% para produtos brasileiros exportados aos EUA afetará o mercado de café e carne bovina do País.

“A tarifa representa um duro golpe para as exportações brasileiras, especialmente do agronegócio e de setores ligados a commodities”, afirmou o advogado tributarista Luís Garcia, sócio do MLD Advogados.

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No programa ‘Fala, Duquesa!’ desta semana, colunista do ‘Estadão’ reage à carta do presidente americano, Donald Trump, anunciando tarifa de 50% sobre o Brasil

O deputado Fausto Pinato (PP-SP), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), afirmou nesta quinta-feira, 10, que a reação do Brasil ao tarifaço dos Estados Unidos é uma questão de soberania nacional, e não de ideologia. O agronegócio será um dos setores mais afetados pela decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% a produtos importados do País.

Na carta enviada ao governo brasileiro na quarta-feira, 9, o líder norte-americano apontou perseguição do Brasil ao ex-presidente Jair Bolsonaro e reclamou de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas norte-americanas de tecnologia. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, usou a taxação para cobrar do Congresso a aprovação de uma anistia ao pai, réu no STF na ação penal do golpe.

As empresas Trump Media & Technology Group, ligadas ao presidente dos EUA, processam o ministro do STF Alexandre de Moraes na Justiça da Flórida por supostamente censurar conteúdos publicados nessas plataformas no Brasil. Na terça-feira, 8, Moraes foi intimado novamente no processo.

“Não é uma questão de direita, centro ou esquerda. É uma questão de defender a soberania do nosso País. Ou o Brasil se ajoelha ou enfrenta”, afirmou Pinato à Coluna do Estadão.

O deputado federal Fausto Pinato (PP-SP) Foto: Assessoria Fausto Pinato

Na mesma linha, outro integrante da bancada do agro, o deputado Danilo Forte (União Brasil-CE), cobrou deixar o “acirramento político” de lado para enfrentar a crise diplomática.

“É preciso ter pragmatismo e não se deixar levar pelo acirramento político. Estamos falando da vida das pessoas: uma coisa é a razão econômica e outra é a razão do mundo político”, afirmou Forte, ressaltando o risco aos empregos no Brasil:

“O País precisa digerir essa situação, até porque existe muita bravata por parte dos EUA, como temos visto. É preciso agir para não condenarmos as empresas e os empregos, e a economia de modo geral, por conta de uma disputa política. Isso tem que ficar muito claro, pois é um jogo de perde-perde”.

Bancada mostrou preocupação com ordem de Trump

Representante do agronegócio, setor alinhado ao bolsonarismo, a frente parlamentar do agro manifestou preocupação com a decisão do presidente norte-americano.

“A medida representa um alerta ao equilíbrio das relações comerciais e políticas entre os dois países”, disse a bancada. “A FPA reitera a importância de fortalecer as tratativas bilaterais, sem isolar o Brasil perante as negociações. A diplomacia é o caminho mais estratégico para a retomada das tratativas”, concluiu.

Impacto do tarifaço no agronegócio

Como consequência econômica mais imediata, a tarifa de 50% para produtos brasileiros exportados aos EUA afetará o mercado de café e carne bovina do País.

“A tarifa representa um duro golpe para as exportações brasileiras, especialmente do agronegócio e de setores ligados a commodities”, afirmou o advogado tributarista Luís Garcia, sócio do MLD Advogados.

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