‘O próximo papa não será uma xerox de Francisco. Deus gosta de originais‘, diz Dom Odilo em Roma

Cardeal arcebispo de São Paulo celebrou missa na igreja de Sant’Andrea al Quirinale, da qual é titular, e falou com jornalistas neste domingo, 4

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Por Luísa Laval
Atualização:

ROMA - O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Pedro Scherer, afirmou neste domingo, 4, que “o próximo papa não será uma xerox do papa Francisco”. A declaração foi feita a um grupo de jornalistas depois de uma missa que celebrou na igreja de Sant’Andrea al Quirinale, da qual é titular em Roma.

Dom Odilo Pedro Scherer é arcebispo de São Paulo e titular da igreja de Sant'Andrea al Quirinale, em Roma. Foto: Luísa Laval/Estadão

Ao ser perguntado sobre os rumos das congregações gerais, reuniões que os cardeais estão realizando para debater temas e o perfil do próximo papa, Scherer disse: “Vamos deixar-nos surpreender”.

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“O menino que seria canonizado, Carlo Acutis, dizia que Deus não gosta de fotocópias, gosta de originais. Tem continuidade e descontinuidade: descontinuidade porque não é mais o mesmo papa que está adiante. Agora a continuidade é cuidar da Igreja, da missão da Igreja, as preocupações em relação à evangelização”, afirmou.

Na homilia da missa em sua igreja, o cardeal afirmou que vários cardeais celebraram em suas igrejas titulares pedindo pela alma do papa Francisco e agradecendo pelos frutos de seu pontificado.

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Missa foi celebrada por Dom Odilo neste domingo, 4, em Roma. Foto: Luísa Laval/Estadão

Também pediu orações pela realização do conclave: “Agora os cardeais estão por escolher um novo pontífice. Como será? Como se chamará? Tantas são as especulações, e é tudo o que podemos fazer. Todos podem ter a própria ideia sobre quem escolher, mas é importante que seja escolhido aquele que Deus quer, que seja confirmado aquele que o Espírito Santo indica”.

Segundo ele, apesar da grande diversidade de novos cardeais, eles se conhecem suficientemente para votar. “Não é de agora que eles estão pensando em quem votar. Isso já vem de mais tempo, os cardeais têm ideias formadas, não estão com a cabeça vazia. Naturalmente estão pensando e cada um tem a sua convicção.”

Desde a morte de Francisco no último dia 21, os cardeais tiveram nove congregações gerais, em que abordaram os desafios que o próximo líder da Igreja Católica enfrentará, como abusos sexuais, escândalos financeiros e desafios da unidade e da evangelização.